Feira vai ganhar uma locomotiva?

Uma publicação no Diário Oficial do Município reacende uma memória que os trilhos deixaram em Feira de Santana. A Fundação Municipal de Ciência e Tecnologia Egberto Tavares Costa (Funtitec) contratou uma empresa para desembarcar e posicionar uma locomotiva no pátio da instituição, onde está instalado o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo.

O extrato aparece na edição de 4 de setembro de 2026, página 6. Assinado em 2 de setembro, o contrato nº 13-2026-259C tem valor de R$ 32.736,83 e foi firmado com a Iberia Transportes e Serviços Ltda. O serviço inclui guindastes, operadores e equipamentos para movimentação da máquina. Esse é o custo do desembarque e posicionamento, não da aquisição da locomotiva.

Uma publicação no Diário Oficial do Município reacende uma memória que os trilhos deixaram em Feira de Santana. A Fundação Municipal de Ciência e Tecnologia Egberto Tavares Costa (Funtitec) contratou uma empresa para desembarcar e posicionar uma locomotiva no pátio da instituição, onde está instalado o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo. O extrato aparece na edição de 4 de setembro de 2026, página 6. Assinado em 2 de setembro, o contrato nº 13-2026-259C tem valor de R$ 32.736,83 e foi firmado com a Iberia Transportes e Serviços Ltda. O serviço inclui guindastes, operadores e equipamentos para movimentação da máquina. Esse é o custo do desembarque e posicionamento, não da aquisição da locomotiva. Memória que permanece A possibilidade desperta interesse em uma cidade com história que também passou pelos trilhos. A estação mais recente ficava na avenida João Durval Carneiro, ao lado da Feirinha da Estação Nova. Inaugurada em 1958, substituiu a antiga estação situada atrás da Igreja Matriz, na área hoje ocupada pelo Feiraguay. O próprio nome do bairro preserva essa ligação com o trem. O historiador norte-americano Rollie Poppino registrou a importância da ferrovia para a circulação de passageiros e mercadorias e para o desenvolvimento de Feira. Além da função econômica, o trem deixou lembranças de viagens, chegadas e despedidas. Recuperar essa memória pode aproximar as novas gerações de uma cidade que conheceram apenas por fotografias e relatos. Parque do Saber no horizonte Na mesma página do Diário Oficial consta outra contratação, de R$ 25 mil, para dois projetos de arquitetura no Parque do Saber. Um destinado à implantação de uma biblioteca e outro à criação de um espaço de preservação de maquinário e equipamentos históricos. O registro sugere uma possível relação com a locomotiva, mas não a estabelece expressamente. De onde virá a máquina? Qual a idade e a trajetória dela? Quando poderá ser conhecida pelo público? Os extratos não respondem. Também não confirmam que o desembarque já ocorreu. Por enquanto, documentam a preparação para receber uma locomotiva — uma perspectiva capaz de despertar a curiosidade e a memória afetiva dos feirenses. Foto: Assessoria de Comunicação da RFFSA / Wikimedia Commons Siga @feirahoje 17/10/26

Memória que permanece

A possibilidade desperta interesse em uma cidade com história que também passou pelos trilhos. A estação mais recente ficava na avenida João Durval Carneiro, ao lado da Feirinha da Estação Nova. Inaugurada em 1958, substituiu a antiga estação situada atrás da Igreja Matriz, na área hoje ocupada pelo Feiraguay. O próprio nome do bairro preserva essa ligação com o trem.

O historiador norte-americano Rollie Poppino registrou a importância da ferrovia para a circulação de passageiros e mercadorias e para o desenvolvimento de Feira. Além da função econômica, o trem deixou lembranças de viagens, chegadas e despedidas. Recuperar essa memória pode aproximar as novas gerações de uma cidade que conheceram apenas por fotografias e relatos.

Parque do Saber no horizonte

Na mesma página do Diário Oficial consta outra contratação, de R$ 25 mil, para dois projetos de arquitetura no Parque do Saber. Um destinado à implantação de uma biblioteca e outro à criação de um espaço de preservação de maquinário e equipamentos históricos. O registro sugere uma possível relação com a locomotiva, mas não a estabelece expressamente.

De onde virá a máquina? Qual a idade e a trajetória dela? Quando poderá ser conhecida pelo público? Os extratos não respondem. Também não confirmam que o desembarque já ocorreu. Por enquanto, documentam a preparação para receber uma locomotiva — uma perspectiva capaz de despertar a curiosidade e a memória afetiva dos feirenses.

Foto: Assessoria de Comunicação da RFFSA / Wikimedia Commons

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17/10/26

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