Por Everaldo Goes
• Colbert já tinha liberação do Estado até dezembro de 2026
A revogação da nomeação de Colbert Martins (PSDB) para assessor especial da Secretaria de Governo de Salvador deixou uma questão a esclarecer. O ex-prefeito de Feira já havia sido colocado pelo governo estadual à disposição da administração da capital até 31 de dezembro de 2026. A autorização, publicada em julho de 2025, abrangia os vínculos de professor da Uefs e médico da Sesab, sem ônus para os órgãos de origem.
Colbert informou ao site Acorda Cidade que a nomeação feita no dia 9 foi tornada sem efeito porque são aguardadas autorizações dos dois órgãos. O ex-prefeito confirmou ao portal que poderá ser nomeado novamente quando obtiver as liberações.

O Ponto do Poder não localizou ato posterior que esclareça se a cessão foi encerrada ou alterada. Se Colbert havia sido cedido à Prefeitura de Salvador até dezembro de 2026, o que mudou para exigir novas autorizações da Uefs e da Sesab? A cessão foi interrompida durante o afastamento eleitoral?
Nota de esclarecimento:
Após a publicação desta sexta-feira (16), o Ponto do Poder recebeu um registro de ato da Reitoria da Uefs que acrescenta informações sobre a situação funcional de Colbert Martins. O documento registra afastamento do professor, sem prejuízo da remuneração, entre 4 de julho e 4 de outubro de 2026, para concorrer a cargo eletivo.
A informação complementa a notícia de que Colbert já havia sido cedido pelo Estado à Prefeitura de Salvador até dezembro deste ano. Segundo esclarecimento encaminhado à coluna, a candidatura exigiu o retorno administrativo aos órgãos estaduais de origem e, encerrada a participação na eleição, passou a ser necessária uma nova liberação para reassumir o cargo na capital.
Colbert declarou ao Acorda Cidade que aguarda autorizações da Uefs e da Sesab para reassumir o cargo em Salvador.
• Grupo dividido não elegeu Colbert nem Pastor Tom
O resultado da eleição deixou um prejuízo político para os dois caminhos escolhidos por integrantes do grupo de Pablo Roberto (PSDB). O vice-prefeito apoiou Colbert, enquanto Jurandy Carvalho, Ismael Bastos e Albino Brandão preferiram Pastor Tom (PDT). Nenhum dos dois candidatos conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Pablo negou rompimento e defendeu o respeito às escolhas dos aliados.
Colbert recebeu 8.019 votos na Bahia; Pastor Tom, 33.852. Somados, alcançaram 41.871 votos. O total ficou 5.345 abaixo dos 47.216 obtidos por Cacau da Mata (PDT), eleito com a menor votação entre os 63 futuros deputados estaduais. Portanto, mesmo reunidas, as votações dos dois feirenses ficaram abaixo da votação de todos os eleitos. A comparação é numérica: a conquista de uma vaga também depende do desempenho do partido ou da federação.
• Nem a soma alcança a votação de Pablo em 2022
A comparação com a eleição anterior reforça a dimensão do resultado. Pablo foi eleito deputado estadual em 2022 com 55.585 votos na Bahia, dos quais 42.635 em Feira. A soma estadual de Colbert e Tom neste ano ficou 13.714 votos abaixo daquele desempenho. Isso não significa que os eleitores de Pablo seriam automaticamente transferidos para qualquer candidato apoiado pelo vice-prefeito.
Pablo renunciou ao mandato estadual para assumir a Vice-Prefeitura de Feira em janeiro de 2025. A vaga na Alba foi ocupada pelo então suplente Paulo Câmara.

• Jair Onofre responsabiliza vereadores pela dispersão dos apoios
A ausência de um deputado federal domiciliado em Feira eleito neste pleito também motivou críticas à Câmara Municipal. Em publicação desta quinta-feira (16) no Bahia na Política, o jornalista Jair Onofre apontou a contribuição de vereadores da base de José Ronaldo que apoiaram candidatos de fora da cidade.
Onofre contrapôs esse comportamento ao de Silvio Dias, Professor Ivamberg e Luiz da Feira, que acompanharam Zé Neto. A avaliação recoloca em discussão a distância entre o discurso de ampliar a representação de Feira e as escolhas eleitorais das lideranças locais.
• Transporte para eleição em Feira continua sob apuração da DPU
A Defensoria Pública da União apura possíveis falhas no transporte gratuito durante o primeiro turno em Feira. Relatos de ausência de ônibus e demora no atendimento em Maria Quitéria, Matinha e Jaíba motivaram o procedimento.
O município foi chamado a apresentar informações sobre frota, horários, itinerários e planejamento. A DPU também identificou aumento da abstenção, sem concluir que a oferta de transporte tenha causado o crescimento. O prazo informado para resposta da Prefeitura e da Agerba terminou nesta quinta-feira. O Ponto do Poder não localizou as respostas até o fechamento.
• Lu de Ronny reconhece melhorias na saúde após troca de empresa
Lu de Ronny (PV) afirmou, na sessão dessa quinta-feira (15), que a substituição da INSV pela Associação Saúde em Movimento trouxe melhorias às unidades municipais. A vereadora destacou regularização salarial e maior disponibilidade de materiais.
Segundo ela, as reclamações anteriores de trabalhadores e usuários foram encaminhadas ao secretário Rodrigo Matos e ao prefeito José Ronaldo. A parlamentar defendeu o reconhecimento dos avanços, além das cobranças pelos problemas.
• Ivana recebe adesão de Andréa Castro
A deputada estadual eleita Andréa Castro (PSD) anunciou apoio à continuidade de Ivana Bastos na Presidência da Alba. A manifestação ocorreu ao lado do prefeito de Itabuna, Augusto Castro.
A adesão fortalece a articulação de Ivana entre os integrantes da próxima legislatura. O apoio político, entretanto, antecede a eleição da Mesa Diretora, prevista para 2027.
• Ivana quer votar mudanças no TCE antes do recesso
A visita dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado à Assembleia, na quarta-feira, incluiu a apresentação de uma proposta de atualização da Lei Orgânica do órgão.
Segundo informações da assessoria da Presidência da Alba, Ivana pretende iniciar a discussão na reunião da Mesa Diretora de 28 de outubro e votar o projeto antes do recesso. Os conselheiros defenderam uma atuação mais preventiva e educativa e afirmaram que a proposta não amplia cargos.
• Carlinhos Sobral se manifesta após operação da PF
O deputado estadual eleito Carlinhos Sobral (MDB) afirmou estar tranquilo após as buscas da Polícia Federal em Coronel João Sá. Segundo nota repercutida pelo BNews, as diligências estão relacionadas a um processo referente a 2024, quando administrava o município. Ele atribuiu a origem do caso a uma denúncia da oposição.
Informações atribuídas à TV Bahia apontam investigação sobre suspeitas de desvio de recursos da Saúde e da Educação. A Prefeitura informou que colabora com a Justiça. O caso permanece em apuração.
• TCM cobra esclarecimentos de Irará e Tanquinho
O Bahia na Política informou nesta quinta-feira que os prefeitos Nassara (MDB), de Irará, e Zé Luiz (PT), de Tanquinho, foram notificados pelo TCM para esclarecer possíveis falhas nas contas municipais.
Em Irará, a análise envolve janeiro a abril de 2026. A publicação não especifica o período de Tanquinho. O prazo indicado é de 15 dias a partir do recebimento da notificação eletrônica. Trata-se de oportunidade para apresentação de defesa, sem julgamento definitivo das contas.
• Lula muda posição sobre maioridade penal
Na entrevista a Renata Lo Prete, nesta quinta-feira (15), Lula defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, alterando uma posição histórica. O presidente também assumiu a responsabilidade pela avaliação do governo e disse desconhecer que o Bolsa Família não havia sido reajustado.
Ao abordar a crise no Supremo, defendeu discutir uma reforma do Judiciário. A sabatina concentrou parte da repercussão política da noite, antes da entrevista de Flávio Bolsonaro, marcada para hoje.
• Meta recebe ordem para garantir tratamento igualitário
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta evite restrições desiguais às candidaturas presidenciais, sob multa diária de R$ 500 mil. A decisão veio após questionamentos da campanha de Lula sobre limitações à geração de imagens pela inteligência artificial.
A decisão não concluiu que houve favorecimento deliberado ou sistemático. A empresa informou ter adotado restrições adicionais à geração de imagens e à recomendação de candidatos.
Também nesta quinta-feira, Kassio Nunes Marques e André Mendonça receberam representantes da Meta. O Tribunal cobrou igualdade de condições entre as campanhas, enquanto a empresa informou ajustes nos filtros de inteligência artificial.
• Datafolha mostra Flávio com 47% e Lula com 45%
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira registrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto e Lula com 45%, em empate técnico. Brancos e nulos somaram 6%; indecisos, 2%. Nos votos válidos, o resultado foi de 51% a 49%.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%. O registro no TSE é BR-00466/2026. Na rodada anterior, Flávio tinha 49% dos votos totais e Lula, 45%.
• CNT/MDA tem divulgação prevista para hoje
A CNT e o instituto MDA divulgarão nesta sexta-feira uma nova pesquisa presidencial. Foram realizadas 2.002 entrevistas entre 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e confiança de 95%. O registro é BR-00652/2026.
• Lula vai ao Congresso e faz campanha em Minas
A agenda de Lula para esta sexta-feira (16) prevê participação, pela manhã, na promulgação da PEC do fim da escala 6×1, em Brasília. Depois, o candidato segue para Minas Gerais.
Estão previstos caminhada e ato ao meio-dia em Juiz de Fora, com concentração na Praça Clodesmidt Riani, e uma mobilização às 17h em Ipatinga, no bairro Canaã.
• Flávio será entrevistado na Globo nesta sexta-feira
Flávio Bolsonaro participa hoje da sabatina conduzida por Renata Lo Prete, no Rio de Janeiro, após o Jornal Nacional. A entrevista integra a programação da emissora para o segundo turno.
O debate final da Globo está marcado para 23 de outubro, dois dias antes da votação.
• Pomponet destaca impacto da escala 6×1 em Feira
No Blog da Feira, o jornalista e economista André Pomponet classificou a aprovação do fim da escala 6×1 como avanço civilizatório. O colunista destacou o possível impacto em Feira, pela presença expressiva de trabalhadores do comércio e dos serviços.
Na avaliação de Pomponet, Flávio mudou de posição diante do risco de prejuízo eleitoral, enquanto Lula poderá colher dividendos políticos com a medida.
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16/10/26

