Cultura 11 de outubro de 2026

Ateliê Udo Knoff e 12 artistas transformam a Reitoria da Uefs em galeria a céu aberto

Dois grandes murais de azulejos integram arte e arquitetura no campus e valorizam diferentes expressões da cultura nordestina

Nas paredes laterais da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a arte participa do cotidiano de quem estuda, trabalha ou visita o campus. Datado de 2002, o conjunto formado por dois grandes murais de azulejos transforma o prédio em uma galeria a céu aberto, com figuras, símbolos e composições que convidam à observação e aproximam a comunidade universitária da produção artística baiana.

Ateliê Udo Knoff e 12 artistas transformam a Reitoria da Uefs em galeria a céu aberto Dois grandes murais de azulejos integram arte e arquitetura no campus e valorizam diferentes expressões da cultura nordestina Nas paredes laterais da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a arte participa do cotidiano de quem estuda, trabalha ou visita o campus. Datado de 2002, o conjunto formado por dois grandes murais de azulejos transforma o prédio em uma galeria a céu aberto, com figuras, símbolos e composições que convidam à observação e aproximam a comunidade universitária da produção artística baiana. São 12 painéis, seis de cada lado, com obras de Antônio Brasileiro, Bel Borba, Juraci Dórea, Justino Marinho, Washington Falcão, Juarez Paraíso, Chico Liberato, Reinaldo Eckenberger, Sônia Rangel, César Romero, J. Cunha e Márcia Magno. A variedade de linguagens permite reconhecer diferentes trajetórias e maneiras de interpretar a cultura, compondo um conjunto de forte presença na paisagem universitária. Uma escolha que valoriza a diversidade A iniciativa merece reconhecimento tanto pela dimensão monumental dos murais quanto pela decisão de prestigiar diversos artistas consagrados. Cada autor recebeu uma ampla superfície para desenvolver uma criação própria. A reunião dessas obras valoriza a pluralidade da arte baiana e demonstra como diferentes estilos podem compartilhar um espaço sem perder a identidade. Os murais estão ligados ao Projeto Nordeste de Artes Plásticas, movimento que promoveu exposições, encontros e intercâmbios na região durante a década de 1980. Na Uefs, esse espírito coletivo ganhou permanência na arquitetura. O conjunto amplia a experiência de estar no campus e reafirma a importância da arte na formação cultural, no exercício da sensibilidade e na construção da memória. O legado do Ateliê Udo Knoff Os azulejos foram confeccionados no Ateliê Cerâmico Udo Knoff, em Salvador. Fundado pelo ceramista alemão radicado na Bahia e instalado no bairro de Brotas, o espaço tornou-se referência na integração entre arte e arquitetura. Knoff executou composições de diferentes artistas e incentivou a exploração da cerâmica como linguagem. A transferência dos desenhos, a pintura e a queima das peças reuniam criação artística, trabalho artesanal e conhecimento técnico. A permanência desse patrimônio exige cuidado contínuo. Em visita ao local, foi possível observar perda de brilho em parte dos azulejos do lado oeste do prédio, que recebe o sol da tarde. A observação reforça a importância de uma avaliação especializada para identificar as causas e orientar a conservação. Preservar os murais é também proteger a memória dos artistas e uma iniciativa que deu à arte lugar de destaque na universidade. Everaldo Goes | © Feira Hoje Siga @feirahoje 11/10/26São 12 painéis, seis de cada lado, com obras de Antônio Brasileiro, Bel Borba, Juraci Dórea, Justino Marinho, Washington Falcão, Juarez Paraíso, Chico Liberato, Reinaldo Eckenberger, Sônia Rangel, César Romero, J. Cunha e Márcia Magno. A variedade de linguagens permite reconhecer diferentes trajetórias e maneiras de interpretar a cultura, compondo um conjunto de forte presença na paisagem universitária.

Uma escolha que valoriza a diversidade

A iniciativa merece reconhecimento tanto pela dimensão monumental dos murais quanto pela decisão de prestigiar diversos artistas consagrados. Cada autor recebeu uma ampla superfície para desenvolver uma criação própria. A reunião dessas obras valoriza a pluralidade da arte baiana e demonstra como diferentes estilos podem compartilhar um espaço sem perder a identidade.

Ateliê Udo Knoff e 12 artistas transformam a Reitoria da Uefs em galeria a céu aberto Dois grandes murais de azulejos integram arte e arquitetura no campus e valorizam diferentes expressões da cultura nordestina Nas paredes laterais da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a arte participa do cotidiano de quem estuda, trabalha ou visita o campus. Datado de 2002, o conjunto formado por dois grandes murais de azulejos transforma o prédio em uma galeria a céu aberto, com figuras, símbolos e composições que convidam à observação e aproximam a comunidade universitária da produção artística baiana. São 12 painéis, seis de cada lado, com obras de Antônio Brasileiro, Bel Borba, Juraci Dórea, Justino Marinho, Washington Falcão, Juarez Paraíso, Chico Liberato, Reinaldo Eckenberger, Sônia Rangel, César Romero, J. Cunha e Márcia Magno. A variedade de linguagens permite reconhecer diferentes trajetórias e maneiras de interpretar a cultura, compondo um conjunto de forte presença na paisagem universitária. Uma escolha que valoriza a diversidade A iniciativa merece reconhecimento tanto pela dimensão monumental dos murais quanto pela decisão de prestigiar diversos artistas consagrados. Cada autor recebeu uma ampla superfície para desenvolver uma criação própria. A reunião dessas obras valoriza a pluralidade da arte baiana e demonstra como diferentes estilos podem compartilhar um espaço sem perder a identidade. Os murais estão ligados ao Projeto Nordeste de Artes Plásticas, movimento que promoveu exposições, encontros e intercâmbios na região durante a década de 1980. Na Uefs, esse espírito coletivo ganhou permanência na arquitetura. O conjunto amplia a experiência de estar no campus e reafirma a importância da arte na formação cultural, no exercício da sensibilidade e na construção da memória. O legado do Ateliê Udo Knoff Os azulejos foram confeccionados no Ateliê Cerâmico Udo Knoff, em Salvador. Fundado pelo ceramista alemão radicado na Bahia e instalado no bairro de Brotas, o espaço tornou-se referência na integração entre arte e arquitetura. Knoff executou composições de diferentes artistas e incentivou a exploração da cerâmica como linguagem. A transferência dos desenhos, a pintura e a queima das peças reuniam criação artística, trabalho artesanal e conhecimento técnico. A permanência desse patrimônio exige cuidado contínuo. Em visita ao local, foi possível observar perda de brilho em parte dos azulejos do lado oeste do prédio, que recebe o sol da tarde. A observação reforça a importância de uma avaliação especializada para identificar as causas e orientar a conservação. Preservar os murais é também proteger a memória dos artistas e uma iniciativa que deu à arte lugar de destaque na universidade. Everaldo Goes | © Feira Hoje Siga @feirahoje 11/10/26Os murais estão ligados ao Projeto Nordeste de Artes Plásticas, movimento que promoveu exposições, encontros e intercâmbios na região durante a década de 1980. Na Uefs, esse espírito coletivo ganhou permanência na arquitetura. O conjunto amplia a experiência de estar no campus e reafirma a importância da arte na formação cultural, no exercício da sensibilidade e na construção da memória.

O legado do Ateliê Udo Knoff

Os azulejos foram confeccionados no Ateliê Cerâmico Udo Knoff, em Salvador. Fundado pelo ceramista alemão radicado na Bahia e instalado no bairro de Brotas, o espaço tornou-se referência na integração entre arte e arquitetura. Knoff executou composições de diferentes artistas e incentivou a exploração da cerâmica como linguagem. A transferência dos desenhos, a pintura e a queima das peças reuniam criação artística, trabalho artesanal e conhecimento técnico.

A permanência desse patrimônio exige cuidado contínuo. Em visita ao local, foi possível observar perda de brilho em parte dos azulejos do lado oeste do prédio, que recebe o sol da tarde. A observação reforça a importância de uma avaliação especializada para identificar as causas e orientar a conservação. Preservar os murais é também proteger a memória dos artistas e uma iniciativa que deu à arte lugar de destaque na universidade.

Everaldo Goes | © Feira Hoje

Siga @feirahoje

11/10/26

 

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