Mostra em Salvador reúne diferentes linguagens artísticas inspiradas no legado de acolhimento, dignidade e cuidado de Santa Dulce dos Pobres
O legado de Irmã Dulce inspira a exposição ‘A Última Porta: Arquiteturas do Acolhimento’, em cartaz no foyer do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), em Salvador, até 14 de agosto. A mostra reúne 28 artistas baianos, com trabalhos em fotografia, gravura, pintura, assemblage e

escultura, propondo diferentes leituras contemporâneas sobre a trajetória humana, social e espiritual da primeira santa brasileira.
Entre os artistas selecionados está o advogado, jurista, poeta e artista visual Taurino Araújo, que participa com a obra ‘AGREGAÇÃO’, integrante da série ‘Assemblage no Parque da Cidade’, produzida em 2017. A composição utiliza folhas, cascas, sementes, galhos e outros elementos naturais para construir uma reflexão sobre convivência, pertencimento e dignidade humana. Na obra, a homenagem a Santa Dulce não ocorre por meio de uma representação figurativa, mas pela ideia de que acolher significa permitir que diferenças coexistam e formem uma comunidade.
Arte, acolhimento e memória
A exposição tem curadoria de Celso Cunha Neto, presidente da Associação Baiana de Artes Visuais (Abarvi) e integrante da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Também participam nomes como Bel Borba, Juarez Paraíso, Maria Adair, Felix

Sampaio, Maria Nazaré Santos, Carmem Freaza e Tadeu Bahia. A iniciativa é promovida pela Assessoria de Ação Social do TJBA em parceria com a Abarvi.
A escolha do período da mostra está relacionada ao dia litúrgico de Santa Dulce dos Pobres, celebrado em 13 de agosto. A abertura contou com artistas, servidores e magistrados, além do presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano. A visitação é gratuita, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na sede do Tribunal de Justiça da Bahia, em Salvador.
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07/08/26

