Teatro da Uefs será inaugurado nesta quarta, mas história do espaço começou muito antes
A Universidade Estadual de Feira de Santana inaugura nesta quarta-feira (10) o Teatro da Uefs, um equipamento cultural de grande porte que consolida a instituição como referência regional em espaços para eventos acadêmicos, artísticos e culturais. A obra representa um salto de qualidade na infraestrutura da universidade e será entregue completamente revitalizada, após investimentos do Governo do Estado da Bahia. A solenidade começa às 18h.
O novo teatro nasce da requalificação do antigo Auditório Central, que durante quase duas décadas funcionou sem o acabamento e os equipamentos adequados, mas ainda assim acolheu solenidades, formaturas e grandes eventos. Agora, o espaço ganha padrão cênico definitivo, com melhor acústica, conforto, acessibilidade e capacidade ampliada, tornando-se o maior teatro público da região.

Um marco recente, uma conquista coletiva
A atual entrega ocorre sob a gestão da reitora Amali Mussi, com apoio do governador Jerônimo Rodrigues, e reafirma o papel da Uefs como polo de produção cultural e difusão do conhecimento. A inauguração também contará com a apresentação oficial de uma escultura do artista plástico Juraci Dórea, integrante do projeto Terra, obra que dialoga com a memória e a identidade cultural do território.
Mas a história desse espaço não começa agora. Em 2007, o então reitor José Carlos Barreto de Santana tomou a decisão política e administrativa de retirar o Auditório Central dos escombros em que se encontrava havia pelo menos seis anos. A obra, até então paralisada e abandonada, foi retomada e entregue à comunidade universitária, mesmo sem o acabamento final, permitindo que a Uefs passasse a dispor de um grande auditório funcional.
A inauguração que abriu caminhos
Aquele momento foi histórico. O Auditório Central foi inaugurado com a realização da 2ª Conferência Estadual de Cultura, evento que contou com a presença do então ministro da Cultura, Gilberto Gil, e do governador recém-empossado Jaques Wagner. A conferência movimentou a cidade, lotou hotéis, envolveu a universidade e marcou uma virada simbólica na relação da Uefs com a vida cultural de Feira de Santana e da Bahia.
Hoje, porém, esse episódio fundamental parece ter sido apagado da memória institucional. Uma simples busca no site oficial da universidade não encontra registros, fotos ou notas sobre aquela inauguração de 2007. O silêncio digital contrasta com a relevância histórica e política do evento e com o papel decisivo de gestores que abriram caminho para que a obra pudesse, quase vinte anos depois, ser finalmente concluída em sua plenitude.
Feira Hoje, 08/12/25
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