Síndrome respiratória mantém queda, mas incidência continua alta
O novo boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em queda na maior parte do país, embora a incidência permaneça elevada em muitos estados. Crianças pequenas continuam sendo as mais afetadas, com o vírus sincicial respiratório (VSR) como principal causador, seguido do rinovírus e da influenza A. Entre os idosos, a influenza A se mantém como a principal responsável por hospitalizações e mortes.
Sinais de aumento em alguns estados
Apesar da redução geral, há sinais de aumento em alguns estados. Minas Gerais e Pará registram possível retomada do crescimento de SRAG em idosos, enquanto Roraima e Alagoas apresentam alta em crianças pequenas, associada ao VSR. Na Paraíba, o aumento entre idosos está ligado à influenza A. A Fiocruz reforça a importância da vacinação contra gripe e Covid-19, especialmente para idosos e imunocomprometidos, para evitar uma nova onda de hospitalizações.
Estados e capitais com níveis de alerta
Todas as 27 unidades da Federação mostram tendência de queda ou estabilidade, mas grande parte ainda está em níveis de alerta, risco ou alto risco. Estados do Norte, Nordeste e Centro-Sul concentram as maiores incidências, com exceção de Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins, que apresentam situação mais controlada. Entre as capitais, 18 permanecem em níveis elevados, mas sem sinais de crescimento significativo.
Dados nacionais de 2025
No ano epidemiológico de 2025, já foram notificados 133.116 casos de SRAG no país, sendo 70.428 positivos para vírus respiratórios. O VSR lidera entre os casos confirmados (45,9%), seguido da influenza A (26,8%) e do rinovírus (22,3%). Entre os 7.660 óbitos registrados, a maioria foi causada pela influenza A (54,7%), seguida por Covid-19 (23,3%) e VSR (10,7%).
Feira Hoje, com informações Fiocruz
Siga o Feira Hoje no Instagram
19/07/25




