Sindicatos cobram governo por atraso em promoções de docentes nas universidades estaduais
Entidades denunciam 70 dias sem negociação e mais de 500 professores na fila de progressão na carreira
Os sindicatos das quatro universidades estaduais da Bahia (Uneb, Uefs, Uesb e Uesc) publicaram uma nota conjunta denunciando que o Governo do Estado está há 70 dias sem reunião de negociação com o movimento docente. Mais de 500 professores aguardam o direito à promoção na carreira, garantido em lei. Em alguns casos, a espera chega a dois anos, impactando salários, aposentadorias e a qualidade do ensino superior, conforme afirmam.
Professores relatam frustração e prejuízos. Nane Albuquerque, da Uesc, afirmou que a demora fere a legislação e desrespeita a dedicação de quem atua no ensino, pesquisa e extensão. Nora de Cássia, da Uneb, destacou o impacto financeiro, enquanto Haroldo Mendes, da Uesb, classificou a situação como “desalento” e disse que o atraso prejudica aposentadorias e reduz o quadro docente. Marilene Lopes Rocha, da Uefs, lembrou que a promoção exige rigorosa avaliação acadêmica e não depende, apenas, de estar há “xis anos de atuação”.
As associações docentes cobram a apresentação de um projeto de lei prometido desde 2024, que deveria garantir as promoções e ampliar o número de vagas de professores efetivos. Segundo o Fórum das ADs (Associações dos Docentes), o governo precisa respeitar a autonomia universitária e zerar a fila de processos de promoção, acumulada há anos.
Após pressão, uma nova reunião foi marcada para 29 de julho. Os sindicatos esperam avanços imediatos, defendendo que nenhuma docente ou docente fique para trás na fila e que os processos voltem a tramitar de forma regular dentro das universidades estaduais.
25/07/25




