Sem algas, não haveria planeta habitável
Exposição na Uefs revela por que esses organismos sustentam a vida na Terra
Está em cartaz, no hall da Biblioteca Julieta Carteado, no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana, a exposição Planeta Algas Sem elas, a Terra não seria possível. A mostra propõe ao público uma
viagem científica e sensorial por um dos grupos de organismos mais antigos e decisivos da história do planeta, ainda pouco reconhecidos fora do ambiente acadêmico.
Presentes na Terra há mais de três bilhões de anos, algas e cianobactérias foram responsáveis pela chamada Grande Oxigenação, processo que transformou a atmosfera primitiva e possibilitou o surgimento da vida complexa. Hoje, esses organismos continuam essenciais. Estima-se que produzam cerca de metade do oxigênio liberado anualmente no planeta, além de constituírem a base das cadeias alimentares aquáticas, sustentando desde pequenos invertebrados até grandes peixes e mamíferos marinhos.
Base invisível dos ecossistemas aqaquáticos
A exposição evidencia a impressionante diversidade das algas, que vai de formas microscópicas a macroalgas de grande porte. Mais do que curiosidades biológicas, elas exercem funções ecológicas estratégicas, como a ciclagem de nutrientes, a estabilização de ambientes aquáticos e a captura de dióxido de carbono da atmosfera. Esses serviços ecossistêmicos ajudam a regular o clima, manter a qualidade da água e preservar a biodiversidade em rios, lagos e oceanos.
Outro destaque da mostra é o papel das algas como bioindicadoras ambientais. Por apresentarem ciclos de vida curtos e alta sensibilidade a alterações químicas e físicas da água, elas respondem rapidamente à poluição, ao aquecimento global e à eutrofização. Por isso, são amplamente utilizadas em estudos científicos para monitorar impactos ambientais e avaliar a saúde dos ecossistemas aquáticos.

Ciência, consciência e preservação
“A exposição Planeta Algas é um convite à reflexão e à ação. Busca difundir a importância da biodiversidade algal e reforçar a urgência da preservação dos ecossistemas aquáticos, além de destacar o papel insubstituível que esses organismos desempenham para a saúde do planeta”, afirma o coordenador da mostra, Carlos Wallace Moura. A proposta dialoga diretamente com desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas, a escassez de água e a perda acelerada de biodiversidade.
A visitação segue aberta até 27 de fevereiro de 2026, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 21h, com entrada gratuita. A iniciativa integra o projeto Divulgação com Consciência, vinculado ao Departamento de Ciências Biológicas da Uefs, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão e das agências de fomento CNPq, Capes e Fapesb.
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03/01/26




