Cultura 12 de novembro de 2025

Relíquia em movimento: Feira de Santana assiste a filme de 1957 sobre a chegada da água encanada

Projeto Cinema no Casarão exibe registros raros da história feirense, incluindo o documentário sobre a inauguração do sistema de abastecimento de água, há 68 anos

A memória de Feira de Santana volta a ganhar vida no telão. A sexta edição do Projeto Cinema no Casarão, promovido pela Fundação Senhor dos Passos e pelo Núcleo de Preservação da Memória Feirense Rollie Poppino, será realizada em 28 de novembro uma sexta-feira , às 19h30, na Sala Dimas Oliveira, do Casarão Fróes da Motta. A entrada é gratuita, e o público poderá ver registros preciosos de uma Feira de outrora — imagens que há décadas não eram exibidas.

Relíquia em movimento: Feira de Santana assiste a filme de 1957 sobre a chegada da água encanada Projeto Cinema no Casarão exibe registros raros da história feirense, incluindo o documentário sobre a inauguração do sistema de abastecimento de água, há 68 anos

Entre os destaques, o documentário Inauguração do Sistema de Abastecimento de Água da Cidade (1957) promete emocionar. Uma verdadeira joia do acervo do advogado, empresário e jornalista  Dilson Barbosa, o filme mostra o momento histórico em que a população de Feira de Santana recebeu o abastecimento de água encanada — símbolo de progresso e transformação urbana. São cenas raras, que revelam rostos, paisagens e modos de vida de um tempo em que a cidade ainda se firmava como “Princesa do Sertão”.

Um mergulho na história e na poesia do sertão

Além dessa relíquia, o público assistirá também a Inauguração do Centro de Abastecimento (1976) e ao premiado curta-metragem Ser Tão (1980), de José Umberto. O último é um retrato poético da vida e da cultura popular sertaneja, com roteiro, direção e montagem do próprio autor. O mural de Lênio Braga, no Terminal Rodoviário, é o ponto de partida de uma narrativa que percorre feiras livres, a feira do gado e o imaginário dos poetas e repentistas, como Caboquinho e Dadinho.

A apresentação dos filmes será conduzida pelo fotógrafo e professor Ângelo Pinto, idealizador do projeto junto com Carlos Brito, e pelo memorialista e jornalista Dimas Oliveira, um dos maiores guardiões da memória audiovisual feirense.

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Um acervo que atravessa gerações

Ser Tão participou da 9ª Jornada Brasileira de Curta-Metragem, em Salvador, em 1980, e recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival Nacional de Cinema de Aracaju, em 1981. Já os dois documentários de Dilson Barbosa integram a coleção Fragmentos da História de Feira de Santana, digitalizada com o apoio do Núcleo de Preservação da Memória Feirense.

Ver hoje um filme de 1957 projetado na tela grande é, mais do que uma experiência estética, um reencontro com a própria cidade. É como se Feira de Santana olhasse para o passado e, por alguns minutos, voltasse a se reconhecer em suas origens.

Everaldo Goes / Feira Hoje 

@feirahoje→www.instagram.com/feirahoje

12/11/25

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