Feira de Santana registra casos da doença da urina do rato
Cidade tem 12 casos suspeitos e 2 confirmados de leptospirose em 2025; autoridades alertam sobre acúmulo de lixo e enchentes
Com a chegada do período chuvoso, os riscos de leptospirose — também conhecida como doença da urina do rato — aumentam em Feira de Santana. A bactéria Leptospira, que causa a infecção, sobrevive por muito tempo em água parada, esgoto, lixo e entulhos. O contato pode ocorrer tanto por ferimentos na pele quanto pelas mucosas dos olhos e da boca.
Neste ano, a cidade já notificou 12 casos suspeitos, com dois confirmados. Em 2024, foram registrados 16 casos durante todo o ano, quatro deles confirmados. A Vigilância Epidemiológica alerta para a necessidade de cuidados redobrados, já que enchentes e acúmulo de lixo favorecem a transmissão da doença.

Foto: Jorge Magalhães (Secom/PMFS)
Sintomas e riscos
Segundo a enfermeira Vânia Freitas, da Secretaria Municipal de Saúde, os sintomas costumam aparecer entre 7 e 14 dias após o contato e podem ser confundidos com uma gripe forte, incluindo febre alta, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e vômitos. Nos casos graves, há risco de icterícia, hemorragias e comprometimento do fígado e dos rins, podendo levar à morte se não houver tratamento rápido.
A rede municipal de saúde está preparada para iniciar o atendimento imediato, o que aumenta as chances de recuperação sem complicações. A orientação é evitar contato com esgotos, usar botas e luvas em áreas de risco e manter os ambientes limpos. A Vigilância Epidemiológica, em parceria com a Atenção Básica e a Vigilância Ambiental, segue monitorando ocorrências e adotando medidas de prevenção para reduzir os riscos de surtos.
Com informações Secom/PMFS
Siga
@feirahoje
21/08/25




