Quem já foi o PT – O tão odiado REDA virou caso de amor
Ontem, quando era oposição, a defesa era concurso público e fortalecimento da carreira do servidor, com salários dignos, reajustes com ganho real… Hoje, no poder desde 2007, o discurso mudou. E como mudou.
A prova está aí: seleção da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) com 66 vagas imediatas e 1.320 para cadastro de reserva, tudo pelo Regime Especial de Direito Administrativo, o “famigerado” e “cabide de empregos” REDA.
Sem concurso (o antigo ideal).
Com prova de títulos, sem prova escrita.
O que antes era chamado de precarização do serviço público virou solução oficial de Estado. O REDA, criado para emergências temporárias, virou política permanente.
E tem mais: 1.320 reservas não são para agora — são para usar quando quiser, nos próximos anos, inclusive em 2026, ano eleitoral.
Aquela velha oposição dizia que o REDA não cria carreira, não forma quadros, não deixa legado e abre margens diversas. Hoje aplica tudo isso com naturalidade.
Ou seja: o problema não era o REDA.
O problema, como se vê, era não estar no comando.
Só falta agora usar da influência para ampliar ainda mais o número de vagas e atender cônjuges e amigos que não conseguiram classificação.
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Feira Hoje, 12/01/25




