Feira e Região 6 de fevereiro de 2019

Professora defende currículo de ensino com relevância para identidades dos estudantes

Para (re)construir os currículos de ensino, as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais.

O argumento partiu da professora Ana Cristina Pereira, que também é coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), durante a abertura da Jornada Pedagógica, na manhã desta segunda-feira, 4, no Teatro Margarida Ribeiro.

O evento, que reuniu aproximadamente dois mil professores das diversas modalidades ensino, aconteceu concomitantemente em sete locais diferentes; a partir desta terça-feira, 5, segue nas escolas municipais, com as orientações da Secretaria de Educação. O evento vai até sexta-feira, 8.

No Margarida Ribeiro, participaram gestores e coordenadores pedagógicos das 217 escolas da Rede Municipal. Este ano, o eixo central do evento foi exatamente a reconstrução dos objetivos de aprendizagem e sua relação com a práxis pedagógica.

Segundo a professora Ana Cristina – que atuou na equipe de pesquisa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Ministério da Educação – as novas propostas de ensino devem proporcionar aos alunos a produção de saberes nas diversas linguagens, nas ciências humanas e sociais e na matemática.

Ana Cristina argumenta que “a reelaboração do currículo escolar deve tomar o sujeito e suas necessidades como princípio básico, partindo do reconhecimento que a Educação tem um compromisso com a formação e o desenvolvimento integral desse sujeito”.

A garantia do direito à aprendizagem e o desenvolvimento da criança e do adolescente são os principais eixos orientadores da Base Curricular; e a reformulação dos currículos deve acontecer segundo as orientações da BNCC, explicou a professora.

“Existem crianças que saem da Educação Básica sem a formação necessária, sem os conhecimentos de Matemática, Língua Portuguesa e das Ciências. Segundo Ana Cristina, as diretrizes do documento apontam para novas possibilidades didático-pedagógicas e formativas nas diversas áreas do conhecimento.

A pedagoga defendeu ainda que as redes de Educação devem ter autonomia para reescrever as orientações e suas propostas curriculares, de acordo com suas realidades específicas.

Feira de Santana já dispõe dos Cadernos de Objetivos de Aprendizagem para a rede de ensino do município, construídos ao longo do ano passado durante as formações.

Jornada 2019

Em sete locais diferentes, a jornada pedagógica reúne os profissionais de acordo com sua atuação nas modalidades da educação básica – desde a Educação Infantil à EJA, Educação de Jovens e Adultos

Em sua fala, a secretária de Educação, Jayana Ribeiro, destacou a importância de potencializar o debate fundamentador na Jornada. “É a soma dos olhares que nos leva a um denominador comum. Estamos aqui para aproximar as ideias e discuti-las, construir e reconstruir nossos saberes, e esse processo é contínuo”, argumentou.

O objetivo, explica, é favorecer a discussão do tema central entre os professores cujas experiências são mais próximas e, também, o compartilhamento das vivências e perspectivas relacionadas à abordagem central.

A partir desta terça, 5, e até sexta-feira, 8, o evento segue em cada escola, a partir das orientações da Seduc e sob a coordenação dos próprios gestores escolares.

Nesta segunda, os sete grupos discutiram a temática central do evento e sua relação com assuntos específicos de cada segmento. Os professores que atuam com Educação Infantil, por exemplo, contaram com a palestra “Ganhe asas na Educação Infantil: práticas promotoras de transformação”, proferida pela professora Ana Verena de Araújo.

Já a equipe do Ensino Fundamental – Séries Iniciais abordou as competências socioemocionais”, além de promover rodas de discussão. Os professores do Ensino Fundamental – Séries Finais participaram de uma mesa redonda a partir do tema: “O movimento do currículo na escola: juventudes e diversidade”.

Secom/PMFS

FH, 06/05/19

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