Prefeitura prevê novos ecopontos e quer ampliar reciclagem em Feira de Santana
Após reaproveitar 60 toneladas em 2025, Divisão de Coleta Seletiva da Sesp projeta expansão e reforça necessidade de educação ambiental
A Prefeitura de Feira de Santana pretende ampliar a política de destinação correta de resíduos com a instalação de novos ecopontos em locais estratégicos da cidade. A medida busca reduzir o descarte irregular, melhorar a limpeza urbana e fortalecer uma agenda que envolve, ao mesmo tempo, economia, saúde pública e preservação ambiental.
Em 2025, primeiro ano de atuação da Divisão de Coleta Seletiva da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), o município registrou o reaproveitamento de 60
toneladas de resíduos recicláveis por meio das cooperativas que atuam no setor. O volume foi considerado excelente pela equipe técnica responsável pelo acompanhamento das ações, formada por José Leôncio de Oliveira Neto, Graziela Gomes e Vanda Oliveira.
Cooperativas e impacto econômico
O trabalho de reciclagem em Feira conta com quatro cooperativas que atuam em parceria com empresas e em diferentes regiões do município. São elas a Redesol, no bairro Gabriela; a Ginga Recicla, no Irmã Dulce; a Artemares, na região do Tomba; e a Coobafs, localizada na Avenida João Durval Carneiro, no Caseb. Além do impacto ambiental, a reciclagem também movimenta a economia local e garante renda e dignidade aos trabalhadores que vivem dessa atividade.
Entre as metas previstas para este ano está a implantação de ecopontos, que devem receber restos de construções e outros materiais descartados irregularmente. A proposta é que esses resíduos sejam levados para os ecopontos e, posteriormente, encaminhados ao Aterro Sanitário. A Prefeitura avalia que a iniciativa pode contribuir para reduzir pontos críticos de despejo clandestino espalhados pela cidade.
Educação e logística reversa
Na avaliação de José Leôncio de Oliveira Neto, o trabalho de conscientização ambiental deve anteceder a abertura dos ecopontos, especialmente junto a quem rotineiramente realiza esse tipo de descarte. Ele também destaca a importância da logística reversa, que obriga empresas a recolher produtos como baterias, pneus e eletrodomésticos sem utilidade, fortalecendo a economia circular, ampliando a vida útil dos materiais e reduzindo o volume de resíduos destinados ao aterro.
Feira Hoje, com informações Secom/PMFS
Siga
@feirahoje
12/02/26




