Pelourinho reafirma papel de vitrine mundial da Bahia
Visita de Emmanuel Macron reforça a projeção internacional do Centro Histórico, que já recebeu ícones como Michael Jackson e Paul Simon
Um palco que encanta o mundo
O Pelourinho voltou a ser destaque internacional com a visita do presidente da França, Emmanuel Macron, nessa quarta-feira (5). Acompanhado do governador Jerônimo Rodrigues e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, o chefe de Estado percorreu o Centro Histórico de Salvador e foi recebido com apresentações da Banda Feminina Didá, do bloco afro Olodum e dos Filhos de Gandhy. O roteiro incluiu a Galeria Fundação Pierre Verger, a Praça da Sé, o Terreiro de Jesus, o Largo do Pelourinho e a Casa do Benin.

Símbolo da Bahia e do Brasil
Com casarios coloridos, ladeiras de pedra e intensa vida cultural, o Pelourinho é um dos cartões-postais mais reconhecidos do país. Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, ele é, ao mesmo tempo, um testemunho da história colonial e um centro de efervescência artística. Suas ruas recebem visitantes de todas as partes do planeta, gerando emprego e renda para artistas, guias, comerciantes e produtores culturais.
Memória, cultura e economia
O Pelourinho é também um motor econômico da cultura baiana. Ali, convivem tradição e inovação: das oficinas de percussão e dança às lojas de artesanato e gastronomia típica, que movimentam o turismo e fortalecem a identidade afro-brasileira. Essa vitalidade mantém viva a herança do povo negro e faz do bairro um espaço de resistência e celebração.

Cenário de grandes encontros
Nomes célebres da música mundial ajudaram a eternizar o Pelourinho na memória global. Michael Jackson gravou ali o videoclipe de ‘They Don’t Care About Us’ com o Olodum, em 1996. Anos antes, Paul Simon havia registrado o clipe de ‘The Obvious Child’ com o mesmo grupo percussivo, em 1990. Essas passagens consolidaram o espaço como palco de encontros culturais que aproximam a Bahia do mundo.
Um patrimônio vivo
Mais do que um museu a céu aberto, o Pelourinho é um organismo pulsante. A visita de Macron simboliza o reconhecimento dessa força cultural que atravessa séculos e fronteiras. Em cada batuque, canto e sorriso, o Pelourinho reafirma seu papel de vitrine mundial da Bahia — uma vitrine que, longe de se esgotar, se renova a cada geração.
Everaldo Goes / Feira Hoje
@feirahoje→www.instagram.com/feirahoje
06/11/25




