Mulheres Rurais ganham voz e autonomia com projeto no semiárido baiano
Iniciativa beneficia mais de 12 mil mulheres no Brasil e transforma vidas com produção sustentável e organização coletiva
O Projeto Mulheres Rurais: Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis recebeu esta semana (de 7 a 11 de julho), visita de monitoramento da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A ação percorreu comunidades do semiárido baiano, em parceria com o Movimento de Organização Comunitária (MOC), para avaliar os impactos da iniciativa que vem fortalecendo a autonomia feminina no campo. A agenda se encerra com uma audiência institucional em Salvador.
Criado em parceria entre Anater, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e MOC, o projeto oferece assistência técnica e extensão rural para mais de 12 mil mulheres em todo o país. A proposta é superar desigualdades de gênero e promover o protagonismo feminino por meio da produção agroecológica, do acesso a políticas públicas e da organização em cooperativas e associações. Assentadas, quilombolas, indígenas, extrativistas e pescadoras estão entre as principais beneficiadas.

Fotos: MOC
Para o gerente de monitoramento da Anater, Niro Roni Nobre Barrios, a ação representa um marco de transformação social e econômica. Ele destacou os três eixos do projeto — produção, ambiental e social — como pilares de uma mudança duradoura. “As mulheres passam a sonhar mais alto, empreendem, geram renda e participam das decisões familiares. O projeto mostra o valor e a força dessas mulheres na sociedade”, afirmou.
Exemplo dessa transformação é a agricultora Maria José Almeida. Antes dedicada exclusivamente às tarefas domésticas, ela hoje lidera uma roça produtiva, participa de intercâmbios e conheceu seus direitos. “Aprendi a me olhar no espelho e acreditar que sou capaz. Hoje sou eu quem decide o que plantar, quem cuida da terra e da minha vida. O projeto foi um chamado: ‘Acorda, mulher!’”, contou, emocionada.
Foram visitadas unidades produtivas, hortas, associações e pontos de comercialização em Retirolândia, Santa Luz, Araci, Teofilândia e Serrinha. Além dos resultados concretos já observados, a expectativa é que o projeto continue crescendo e inspirando outras regiões, com políticas públicas mais efetivas para mulheres rurais.
Feira Hoje, com informações do MOC
11/07/25




