Sociedade 28 de outubro de 2025

Movimento LGB Internacional gera reações entre organizações LGBTQIA+

Grupo afirma querer focar apenas em pautas de orientação sexual, excluindo debates sobre identidade de gênero

O anúncio de criação do movimento LGB Internacional, em 19 de setembro, provocou reações de organizações ligadas à defesa dos direitos LGBTQIA+. O grupo afirma que pretende atuar de forma independente, concentrando-se apenas em pautas de orientação sexual com base no sexo biológico, e não em questões relacionadas à identidade de gênero. A proposta foi divulgada em um manifesto que defende a separação entre as letras LGB e as pautas trans, alegando que essa união “apagaria o debate sobre orientação sexual”.

De acordo com o texto de fundação, o movimento se posiciona contra tratamentos médicos de transição, principalmente na infância, e defende restrições ao uso de banheiros e à participação esportiva de pessoas trans conforme sua identidade de gênero. Também se opõe à autodeterminação de gênero, argumentando que o reconhecimento de pessoas trans prejudicaria “as mulheres”. Essas ideias foram recebidas com preocupação por organizações de direitos humanos, que veem nelas um discurso alinhado ao movimento antigênero global.

Reação no Brasil

No Brasil, a iniciativa foi criticada por lideranças do movimento LGBTQIA+. A secretária Nacional LGBT do PT, Janaína Oliveira, classificou o grupo como uma tentativa de “dividir para enfraquecer” a luta coletiva. Já a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) considerou a criação do movimento “segregacionista” e alertou que ele reproduz pautas da extrema-direita. Para a presidenta da entidade, Bruna Benevides, a cisão proposta é uma ameaça à representatividade conquistada.

O movimento LGB Internacional foi anunciado em 19 de setembro de 2025 e se apresenta como uma federação global de organizações nacionais voltadas a lésbicas, gays e bissexuais (LGB). De acordo com o site da entidade, o registro como empresa está no Reino Unido, na cidade de Londres. A instância se inscreve em um movimento semelhante ao da LGB Alliance (fundada em outubro de 2019 no Reino Unido) que buscava redefinir a atuação das “letras LGB” à parte das pautas trans.

@feirahoje→www.instagram.com/feirahoje

28/10/25

 

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