“Mosquitos do bem” ajudam a frear dengue, zika e chikungunya
Para cada R$ 1 investido, governo pode economizar até R$ 549 em tratamentos
O Brasil inaugurou neste sábado (19) a Wolbito do Brasil, maior biofábrica do mundo especializada na produção do mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, capaz de bloquear a multiplicação dos vírus da dengue, chikungunya e zika. Quando liberados no ambiente, esses mosquitos se reproduzem com a população local e geram descendentes também infectados com a bactéria, reduzindo drasticamente a transmissão das doenças.
Localizada no Paraná, a unidade é fruto de parceria entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o World Mosquito Program (WMP). Com capacidade para produzir 100 milhões de ovos por semana, a biofábrica atenderá inicialmente o Ministério da Saúde, que seleciona os municípios com base nos índices de incidência das doenças.
O método Wolbachia já é usado em cidades como Rio de Janeiro, Niterói, Belo Horizonte e Joinville e está em expansão para novas regiões, como Brasília e Blumenau. Segundo a Fiocruz, para cada R$ 1 investido, a economia com medicamentos, internações e outros tratamentos pode chegar a R$ 549,13, reforçando a eficácia da iniciativa para a saúde pública e para o orçamento.
Durante a inauguração, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a biofábrica coloca o Brasil na linha de frente mundial do combate às arboviroses. A Wolbito do Brasil frisa que o método não usa mosquitos transgênicos e deve ser aliado aos cuidados básicos para eliminação de criadouros.
Feira Hoje, com informações EBC
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20/07/25




