Comércio de Feira de Santana se destaca e acompanha com atenção negociações comerciais entre Brasil e EUA
“Não podemos permitir que diferenças políticas e ideológicas interfiram nos negócios. Estamos falando de geração de emprego e renda”, enfatiza Marco Silva, presidente do Sicomércio
O presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (Sicomércio Feira de Santana), Marco Silva, defendeu que Brasil e Estados Unidos encontrem rapidamente uma solução para os impasses comerciais que afetam exportações brasileiras. Segundo ele, as tarifas de até 50% impostas pelo governo norte-americano este ano já geram impacto direto em diversos setores produtivos e podem provocar efeitos negativos duradouros na economia nacional. O pronunciamento foi feito durante sua coluna semanal veiculada nas rádios.

Imagem: frame Rádio Sociedade News
Impactos além das fronteiras
Marco Silva explicou que, embora alguns consumidores percebam momentaneamente preços mais baixos em produtos como frutas vindas do Vale do São Francisco, essa situação é temporária. “Se o impasse continuar, teremos demissões em massa, redução de produção e, depois, aumento de preços”, alertou.
Para o dirigente, a questão deve ser tratada de forma pragmática. “Não podemos permitir que diferenças políticas e ideológicas interfiram nos negócios. Estamos falando de geração de emprego e renda”, afirmou.
Comércio local forte e diversificado
Marco Silva aproveitou para destacar a força do comércio de Feira de Santana, reconhecido como um dos mais ativos do Nordeste e do País e importante motor da economia baiana. O setor gera milhares de empregos diretos e indiretos e mantém uma grande variedade de produtos e serviços, acompanhando tendências e ampliando opções para o consumidor.
Ele ressaltou que o perfil de compra no município vem mudando. Antes, artigos como calçados, roupas e relógios dominavam a preferência masculina. Hoje, cresce a procura por itens de cuidado pessoal, saúde e beleza. “O homem está cada vez mais atento à própria saúde e aparência, e isso abre espaço para novos segmentos e oportunidades”, disse.
União para crescer
O presidente do Sicomércio reforçou que o avanço do comércio feirense depende da união entre empresários, trabalhadores e poder público. “Feira de Santana continua brigando para crescer. Precisamos do esforço conjunto de todos para manter esse ritmo e aproveitar as oportunidades, mesmo diante de desafios externos”, concluiu.
Acesse os temas tratados por Marco Silva na sua coluna semanal de rádio
13/08/215
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