Levante Mulheres Vivas denuncia avanço da violência e cobra ação do Estado
Atos em capitais brasileiras expõem crescimento do feminicídio e apontam falhas na proteção às mulheres
Atos do Levante Mulheres Vivas reuniram milhares de pessoas neste domingo (07), em pelo menos nove capitais, com destaque para Brasília, onde a manifestação denunciou o aumento da violência contra mulheres, o feminicídio e a omissão do Estado. Sob chuva intensa, falas, intervenções culturais e protestos reforçaram a cobrança por medidas efetivas de proteção e prevenção.
O movimento foi convocado após uma série de casos recentes que chocaram o país. Entre eles, assassinatos brutalizados e crimes investigados como feminicídio, que reacenderam a indignação social. Representantes de coletivos, artistas e ativistas ressaltaram que a violência de gênero afeta especialmente mulheres negras e periféricas, expondo desigualdades históricas e estruturais.

Violência de gênero e falhas iinstitucionas
Durante o ato, críticas ao sistema de Justiça e às instituições públicas foram recorrentes. Militantes denunciaram negligência no atendimento às vítimas, dificuldade na concessão de medidas protetivas e a reprodução de estereótipos machistas nos tribunais, que acabam por deslegitimar denúncias e reforçar a impunidade.
As manifestantes também associaram a escalada da violência à estrutura patriarcal da sociedade, defendendo políticas públicas permanentes, educação como instrumento de transformação cultural, maior envolvimento dos homens no enfrentamento do problema e ampliação do orçamento público para ações de prevenção. Dados nacionais reforçam a gravidade do cenário, com milhões de mulheres vítimas de violência doméstica e números de feminicídios que seguem elevados em 2024 e 2025.
Feira Hoje, com informações da EBC
07/12/25
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