Jânio Rêgo aproxima cultura popular do gabinete do prefeito em Feira de Santana
Jornalista atua como ponte entre mestres da cultura, comunidade e poder público, fortalecendo o diálogo para preservação das tradições culturais da cidade
A defesa da cultura de Feira de Santana tem encontrado um aliado importante no jornalista Jânio Rêgo, que vem atuando como elo entre representantes da cultura popular e a administração municipal. Com uma longa trajetória na imprensa baiana, o
profissional tem utilizado sua experiência e sensibilidade cultural para levar demandas e propostas diretamente ao gabinete do prefeito José Ronaldo de Carvalho.
Essa aproximação tem sido possível com o apoio do secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, responsável por viabilizar as agendas e facilitar o encontro entre artistas, mestres da cultura popular e o gestor municipal. O objetivo é abrir espaço para o diálogo sobre iniciativas que preservem e valorizem tradições culturais presentes na vida da cidade.
Samba de roda no gabinete
Em alguns momentos, essa aproximação entre cultura e gestão pública produz cenas que surpreendem quem circula pelo Paço Municipal. No ano passado, servidores de diversos setores foram surpreendidos por um som que ecoava pelos corredores do prédio. Era samba de roda.
A curiosidade aumentou quando perceberam que o ritmo não vinha da rua ou de algum evento externo. O som saía do próprio gabinete do prefeito, onde sambadores e representantes da cultura popular dialogavam com José Ronaldo sobre a valorização dessas manifestações que fazem parte da identidade cultural da região.
Jornalismo como ponte cultural
Mais do que registrar fatos, o jornalismo também pode cumprir um papel importante na construção de pontes entre a comunidade e as instituições. Ao aproximar artistas, pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade, iniciativas
como essa ajudam a transformar reivindicações culturais em ações conconcretas.
Feira de Santana possui um patrimônio cultural rico e diversificado, que inclui expressões como o samba de roda da Praça do Tropeiro, a tradição dos fotógrafos lambe-lambe da Praça Bernardino Bahia, além de diversas manifestações populares espalhadas pela sede e pelos distritos. Quando há abertura ao diálogo, a cultura ganha espaço, a memória coletiva é preservada e a cidade fortalece sua identidade.
Everaldo Goes / Feira Hoje
08/03/26




