Feira de Santana 5 de agosto de 2025

Hipertensão precoce chama atenção com mais de 7 mil atendimentos em jovens até 30 anos

Maioria dos casos se concentra entre 25 e 30 anos, mas dados incluem também crianças e até bebês com diagnóstico de pressão alta

Feira de Santana registrou 7.224 atendimentos por hipertensão arterial entre pessoas de 1 a 30 anos, apenas entre 1º de janeiro e 27 de julho deste ano. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde e revelam uma preocupação crescente com o avanço da doença em faixas etárias mais jovens. O maior número foi registrado entre pessoas de 30 anos (1.186), seguidas por jovens de 27 (882), 26 (829) e 25 anos (576). Chamam atenção também os registros em crianças, incluindo 20 atendimentos em bebês de até 1 ano e casos isolados em crianças de 3, 9 e 10 anos.

Foto: Apolo Rocha (Secom/PMFS)

Não ficou claro se os números divulgados correspondem a pacientes únicos ou se incluem consultas de acompanhamento. Ainda assim, considerando que Feira de Santana tem cerca de 625 mil habitantes, com aproximadamente metade da população até 30 anos, os dados indicam uma frequência considerável de atendimentos por hipertensão nessa faixa etária.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência de hipertensão entre jovens adultos no Brasil é relativamente baixa. Em 2023, apenas 1,6% das pessoas de 18 a 24 anos relataram diagnóstico da doença, percentual que sobe para 7,5% entre 25 e 34 anos. A quantidade de atendimentos registrada em Feira de Santana pode refletir tanto maior cobertura da rede de saúde quanto um aumento real de casos, possivelmente associado a fatores como sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada.

Necessidade de estratégias

O município afirma oferecer acompanhamento multiprofissional nas unidades da Atenção Primária, com nutricionista, psicólogo e educador físico, além de realizar ações educativas nas escolas e disponibilizar atendimento com cardiologista pediátrico na policlínica do Parque Ipê. As medidas buscam, segundo a Secretaria de Saúde, não apenas tratar os casos, mas também prevenir o agravamento da doença desde a infância.

Embora a comparação com outras cidades de porte semelhante, como Campina Grande (PB) e Londrina (PR), seja dificultada pela falta de dados públicos equivalentes, os números registrados em Feira de Santana parecem acima da média esperada, especialmente entre pessoas com menos de 20 anos. O cenário reforça a necessidade de estratégias integradas de prevenção e cuidado voltadas à saúde de crianças e jovens.

Fontes: Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana, Ministério da Saúde (Vigitel 2023) e Estimativa populacional – IBGE 2025 (projeção)

Everaldo Goes / Feira Hoje

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05/08/25

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