História e Memória 1 de janeiro de 2026

Há 55 anos, o primeiro taxímetro entrava em circulação em Feira de Santana

Em 1971, o equipamento mudou a forma de cobrar corridas na cidade e antecipou debates que hoje reaparecem com os aplicativos de transporte

Em 25 de setembro de 1971, Feira de Santana viveu um marco silencioso, mas decisivo, na sua história urbana. Naquele dia, segundo registro do Feira Hoje, entrou em circulação o primeiro táxi equipado com taxímetro no município. O veículo, de placa DH-7311, passou a operar com o aparelho devidamente aferido, em cumprimento a decreto recente do governo municipal.

Há quase 55 anos, o primeiro taxímetro entrava em circulação em Feira de Santana Em 1971, o equipamento mudou a forma de cobrar corridas na cidade e antecipou debates que hoje reaparecem com os aplicativos de transporteO motorista era Juracy da Silva, que se tornou o primeiro taxista da cidade a adotar oficialmente o novo sistema de cobrança. À época, ele declarou ao jornal que a instalação do taxímetro e a aplicação das tarifas fixadas não haviam prejudicado o rendimento do serviço, demonstrando satisfação com a medida. Não foi possível localizar Juracy nem familiares, mas seu nome permanece ligado a esse momento histórico.

Transparência e regras claras no transporte urbano

A chegada do taxímetro representou um avanço importante para passageiros e motoristas. Até então, o valor das corridas costumava ser negociado diretamente, prática comum em muitas cidades brasileiras. Com o equipamento, a cobrança passou a obedecer a critérios objetivos, baseados na distância percorrida e no tempo de deslocamento, trazendo mais previsibilidade, controle e confiança ao serviço de táxi.

O taxímetro, inventado no século 19, consolidou-se ao longo do tempo como símbolo de regulamentação do transporte individual. Em Feira de Santana, sua adoção em 1971 refletia um esforço de organização da mobilidade urbana, acompanhando transformações que já vinham ocorrendo em centros maiores do país.

Do taxímetro ao preço antecipado dos aplicativos

Mais de meio século depois, o debate sobre como calcular o valor de uma corrida reaparece sob outra forma. Plataformas como a Uber não utilizam taxímetro, mas informam ao usuário o preço do trajeto antes do embarque, permitindo o aceite ou não do serviço. Curiosamente, essa lógica retoma, com apoio da tecnologia, a prática anterior ao taxímetro, quando o valor era conhecido antes da viagem, ainda que sem padronização.

Entre o relógio mecânico instalado em 1971 e os algoritmos atuais, Feira de Santana segue em movimento. Ao registrar a chegada do primeiro taxímetro, o Feira Hoje preserva não apenas um fato histórico, mas um ponto de partida para refletir sobre mobilidade, regulação e as mudanças no cotidiano da cidade ao longo do tempo.

Everaldo Goes / Feira Hoje 

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@feirahoje

01/12/25

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