Governo da Bahia não honra compromissos nem esclarece atraso com a imprensa
Veículos de comunicação de Feira de Santana relatam falta de repasse da publicidade institucional, sem qualquer retorno da Secretaria de Comunicação ou da agência responsável
O Feira Hoje encaminhou questionamentos formais ao Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Comunicação, e à agência responsável pelo repasse dos pagamentos da publicidade institucional veiculada em órgãos de comunicação de Feira de Santana. As mensagens foram enviadas por canais oficiais, mas não houve qualquer resposta até o momento.
É importante registrar que o Feira Hoje não mantém contrato de publicidade com o Estado da Bahia. Mesmo assim, acompanha e torna pública a situação de outros veículos locais, que veicularam campanhas governamentais, cumpriram o que foi pactuado, mas não receberam os valores correspondentes. Trata-se, portanto, de uma cobrança em defesa da imprensa regional e da transparência no uso de recursos públicos.
Silêncio oficial e preocupação generalizada
Embora profissionais e empresas de comunicação evitem se manifestar publicamente, a apreensão é generalizada. O atraso nos pagamentos compromete a sobrevivência de veículos, afeta empregos e fragiliza o jornalismo local. O silêncio do Governo da Bahia e da agência, até aqui, amplia o desconforto e gera insegurança num setor já marcado por dificuldades estruturais.
No contato feito pelo Feira Hoje, foram apresentadas perguntas objetivas que seguem sem resposta. Questiona-se se o atraso está previsto em contrato; qual o motivo da não liberação dos pagamentos; se a situação atinge apenas veículos de Feira de Santana ou também de outros municípios; se houve pagamento seletivo, com alguns recebendo e outros não; se a agência responsável tem ciência das dificuldades enfrentadas pelos órgãos locais; e, sobretudo, se há previsão concreta de pagamento ou risco de calote.
Publicidade pública exige transparência
Recursos destinados à publicidade institucional são públicos e, por isso, exigem critérios claros, tratamento isonômico e respostas oficiais. O não pagamento, somado à ausência de explicações, fragiliza a relação entre o poder público e a imprensa e fere princípios básicos da administração pública, como legalidade, moralidade e transparência.
O Feira Hoje segue aberto às manifestações do Governo da Bahia e da agência responsável pelo repasse. O espaço permanece garantido para esclarecimentos, mas o silêncio institucional, até aqui, fala por si e reforça a necessidade de tornar o problema público.
09/12/25
@feirahoje→www.instagram.com/feirahoje




