Gestão 2023-2025 da Adufs encerra ciclo com saldo de lutas intensas e vitórias marcantes
Destaque para reorganização da luta e vitórias significativas para os professores
Na terça-feira (8), chegou ao fim a Gestão 2023-2025 da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs), uma das mais combativas e atuantes entre os sindicatos docentes do país. A Assembleia de Posse da nova Diretoria e Conselho Fiscal (biênio 2025-2027) marca não apenas uma transição, mas também a celebração de um período repleto de mobilizações, conquistas e enfrentamentos estratégicos. Foram dois anos de resistência e o embate constante pela manutenção dos direitos e da democracia.
Nesse período, a Adufs reafirmou o papel de liderança na defesa da categoria docente e fortaleceu a frente unificada de luta junto às demais seções sindicais que compõem o Fórum das ADs das Universidades Estaduais da Bahia. A coragem para enfrentar retrocessos e a capacidade de organização para lutar por pautas internas e externas foram marcas dessa gestão.

Reorganizar para resistir: reconstruindo a mobilização no pós-pandemia
Assumindo a direção da Adufs no rastro da crise sanitária global, a gestão 2023-2025 teve como desafio imediato a reorganização da luta sindical. Era necessário entender um novo momento, ou seja, o impacto da pandemia na saúde física e mental da categoria alterou profundamente as formas de mobilização e engajamento. Foi preciso escutar, acolher e reinventar estratégias. E foi o que a diretoria fez — promovendo uma aproximação afetiva com as(os) docentes e ampliando em mais de 135 o número de filiações, sinal claro da confiança renovada na entidade.
Lutas duras, vitórias reais
As batalhas travadas nesses dois anos não foram poucas, com enfrentamentos ao governo estadual por valorização salarial, por melhores condições de trabalho e por respeito à autonomia universitária marcaram uma gestão que não se acovardou. Também houve intensa atuação no campo da política nacional, em defesa da educação pública e dos valores democráticos, lado a lado com movimentos sociais e centrais sindicais progressistas. Foram vitórias que fortaleceram o campo da esquerda e elevaram o protagonismo da Adufs no cenário nacional.
A luta também se faz com cuidado e celebração
A construção da luta também passou por espaços de afeto. As festas de fim de ano, os cafés coletivos na sede da Adufs, os brindes, as cestas natalinas — tudo isso compôs uma política de valorização e cuidado com a categoria, entendendo que celebrar entre pares também é uma forma de resistência frente ao esgotamento cotidiano.
Preservar a memória para projetar o futuro
Outro avanço significativo foi a contratação de profissional para catalogar o acervo histórico da Adufs, num esforço minucioso de preservação da memória da luta docente. Um passo essencial para garantir que a história de resistência da categoria não se perca — e inspire as próximas gerações.
Quem fez a luta acontecer
Quinze docentes compuseram a gestão, enfrentando juntos os desafios do período. À frente da Coordenação Geral estiveram os professores Elson Moura e João Diogenes, com a professora Acácia Batista Dias na suplência. A Secretaria Geral foi ocupada pelo professor Edson do Espírito Santo e pela professora Valdilene Gondim, com o professor Rodrigo Osório como suplente. Na Secretaria de Finanças, estiveram os professores Álvaro Alves e Antonio Rosevaldo Ferreira, com Geraldo Ferreira de Lima na suplência. No Conselho Fiscal, atuaram a professora Ednúsia Carneiro e os professores Marcelo Trotte e Francisco José Bezerra Souto, tendo na suplência a professora Antonia Almeida e os professores Maurício Lôrdello e Afonso Mancuso.
Mesmo diante de afastamentos por pós-graduação ou aposentadoria, o compromisso de cada membro com a luta coletiva foi inegociável — prova de que a força da Adufs está na disposição de sua base em seguir lutando.
São 44 anos de história, e contando…
A Adufs completa 44 anos em 2025, mais viva, combativa e necessária do que nunca. A luta por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada segue. E a certeza que fica ao fim dessa gestão é a de que, com coragem e unidade, a luta vale a pena.
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Fonte: Adufs
11/07/25




