Digaí, Bahia!
14 de junho de 2020
Embrapa Mandioca e Fruticultura completa 45 anos de atuação
Sexta-feira (12), a Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA),
Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comemorou 45 anos de
atividades. Uma cerimônia marcou a data, transmitida no canal corporativo no YouTube conduzida pelo
chefe-geral Alberto Duarte Vilarinhos e com a participação, também ao vivo, do
presidente da Embrapa Celso Moretti.
Neste período, a fruticultura brasileira se expandiu por todo o país, que se tornou
o terceiro maior produtor mundial de frutas. Dezenas de polos de produção frutícola
surgiram, até mesmo no semiárido nordestino, que vem se sobressaindo pela exportação
de frutas frescas de excelente qualidade. Entre outras tecnologias, variedades de
citros e de banana geradas, adaptadas e recomendadas pela Unidade têm desempenhado
papel de destaque.
A cadeia produtiva de mandioca, alimento básico de grande parte da população
brasileira, tem passado por grandes transformações e, em muitas regiões, passou de
tradicional cultura de subsistência para o status de agronegócio, com a oferta de
extensa gama de produtos derivados e de significativo valor agregado. A farinha
ainda é fundamental, mas a fécula passou a ser o produto âncora de muitos
empreendimentos. Alianças estratégicas com a iniciativa privada e organizações de
produtores têm contribuído para o aprimoramento da cadeia produtiva em várias
regiões, com impactos positivos para a qualidade de vida de milhares de produtores.
Desafios
Única Unidade da Embrapa na Bahia, a Embrapa Mandioca e Fruticultura trabalha de
forma transversal para atender às novas demandas da sociedade, estabelecendo novos e
inovadores sistemas de produção, como a produção orgânica, o desenvolvimento de
sistemas agroflorestais, a ampliação dessa visão para a agroecologia e o
estabelecimento de trabalhos para definir o balanço de carbono. Diante desses
desafios e da sua missão bastante abrangente, a Empresa tem investido na ampliação e
melhor qualificação das parcerias institucionais, nacionais e internacionais,
inclusive com a implantação e o fortalecimento de campos avançados em regiões
estratégicas do País.
A prospecção contínua de demandas tecnológicas e escolha de
prioridades, a validação de resultados e sua conversão em inovações e a avaliação da
adoção e dos impactos das tecnologias têm recebido atenção especial nos últimos
anos.
História
A Embrapa Mandioca e Fruticultura surgiu a partir do Instituto Agronômico do Leste
(IAL), construído na década de 1950, posteriormente Instituto de Pesquisa e
Experimentação Agropecuária do Leste (Ipeal), vinculado ao governo federal, cuja
missão era desenvolver tecnologias para a agricultura regional. Destacava-se, na
época, o trabalho com a citricultura. A Unidade foi instituída oficialmente em 13 de
junho de 1975 com o objetivo de executar e coordenar pesquisas para o aumento da
produção e da produtividade, a melhoria da qualidade dos produtos, a redução dos
custos de produção e a viabilização do aproveitamento de áreas subutilizadas para
mandioca e fruteiras tropicais. Passou, assim, a ter uma missão focada em culturas
(atualmente mandioca, citros, abacaxi, banana, mamão e maracujá) e com abrangência
nacional.
Ocupa uma área de 260 hectares no município de Cruz das Almas (Recôncavo da Bahia) e
dispõe de moderna infraestrutura que inclui 16 laboratórios, casas de vegetação,
estufas, telados, biblioteca, centro de treinamento de mandioca e campos
experimentais com nove coleções de espécies e variedades de mandioca e fruteiras,
compostas por mais de quatro mil acessos.
Conta com 183 empregados, sendo 65 pesquisadores. Na área de suporte à pesquisa, são 45 analistas, com formação
universitária, alguns com pós-graduação, 30 técnicos e 43 assistentes em
laboratórios, campo experimental e setores administrativos.
Por Léa Cunha - Embrapa Mandioca e Fruticultura
FH, 14/06/20