Brasília 3 de setembro de 2025

CPMI do INSS pede ao STF prisão preventiva de 21 investigados

Parlamentares apontam esquema de descontos ilegais em aposentadorias que teria vitimado milhões de brasileiros

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta segunda-feira (1) um requerimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposta participação em um esquema de cobrança ilegal de mensalidades associativas, descontadas diretamente das aposentadorias e pensões de milhões de beneficiários. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

A iniciativa foi apresentada pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e aprovada por unanimidade, com 26 votos. Ele argumenta que, apesar de existirem fortes indícios de autoria e materialidade dos crimes, nenhum investigado foi preso até agora. Segundo o parlamentar, a medida é necessária para assegurar a coleta de provas e a aplicação da lei.

Alvos da operação 

Entre os alvos do pedido está o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, além do ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, exonerado no mesmo dia da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União em abril. Também são citados o ex-procurador-geral Virgílio de Oliveira Filho, os ex-diretores André Fidelis e Vanderlei Barbosa, e o advogado Eric Douglas Fidelis.

A lista completa inclui ainda outros 15 nomes apontados pela Polícia Federal como participantes do esquema. Tanto Gaspar quanto o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacaram que todos os investigados estão citados nominalmente no inquérito, cujo conteúdo é de acesso público.

Com informações da Agência Brasil 

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@feirahoje

03/09/25

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