Museu Casa do Sertão realiza exposição virtual Santo Antônio dos Capuchinhos: registros do Dia dos Romeiros
O Museu Casa do Sertão, entidade da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), realiza a exposição virtual Santo Antônio dos Capuchinhos: registros do Dia dos Romeiros em Feira de Santana – 2019. Nela, é apresentado um recorte das festas em louvor a Santo Antônio, promovidas pelos Frades Menores Capuchinhos em Feira de Santana, e tem como destaque o Dia dos Romeiros, que acontece há 59 anos no domingo anterior ao dia 13 de junho, data da celebração ao Santo.
Acesse https://youtu.be/MX6miaRdIhw
Todo ano, a festa reúne um intenso fluxo de gente, que circula pelas ruas do bairro feirense – que completa 70 anos de fundação, compartilhando interesses convergentes, a partir das manifestações em torno da religiosidade no santo de todo [o] mundo. No entanto, de acordo às medidas adotadas e conforme cumprimento aos procedimentos estabelecidos pelas autoridades sanitárias durante o período de isolamento social, promovido pela pandemia da COVID-19, esse ano não ocorrerá o Dia dos Romeiros da Trezena de Santo Antônio em Feira de Santana.
Os lugares de romaria, por excelência, se constituem em centros de interesse cultural pela diversidade de vivências e costumes, que encontram nesses momentos ápices de exteriorização da fé e religiosidade. O Museu Casa do Sertão, por meio de sensibilidade artística e valorização da cultura, rememora e socializa, através do registro fotográfico de Hortência Sant’Ana, bem como na co-produção da referida exposição, releitura virtual de um recorte da exposição ‘Antônio, querido! História e religiosidade popular, realizada em 2019’.
Hortência Sant’Ana, apresenta a circularidade cultural envolta nesta celebração. Suas imagens capturaram momentos significativos desse dia, como a procissão motorizada; a romaria organizada em caravanas oriundas de várias localidades de Feira de Santana, bem como de municípios vizinhos e de regiões mais distantes da Bahia e do estado de Sergipe.
As lentes registraram também imagens da feira instalada no átrio da igreja, com seu fluxo e refluxo de devotos, bem como a diversidade de barracas de comidas e bebidas, roupas, utensílios domésticos, ferramentas, souvenires de toda espécie, como ícones, terços, velas. Há ainda artesanato e literatura de cordel, compondo o pregão dos leiloe iros ambulantes , embalados ao som de um ensurdecedor vozerio de vendedores e romeiros. Com sacolas e bocapios repletos, levam para casa encomendas e lembranças para quem não pode colocarse em romaria.
Além dos registros fotográficos, a exposição apresenta a saudosa narrativa do folheteiro e cordelista Jurivaldo Alves; a interpretação do cordel Nossa homenagem aos romeiros, do Frei Urbano Souza, OFMCap., feita pelo cordelista Romildo Alves e o cântico afetivo de Maria Araújo dos Santos, conhecida como Dona Costinha, devota de Santo Antônio há 50 anos.
A mostra virtual é uma forma de estimular a comunicação com o público, por meio da dinamização de reflexões estéticas sobre as manifestações do patrimônio local e regional. A exposição tem como tema a religiosidade popular, importante ícone da cultura sertaneja, que envolve festas e rituais em torno da celebração, mobiliza grupos sociais envoltos à circularidade cultural e evidencia a diversidade de olhares e práticas da cultura Nordestina, com destaque para a devoção ao santo dos pobres, Antônio de Pádua.
Sobre a Artista Visual
Hortência Sant’Ana, 25 anos, autodidata, é bolsista do Museu Casa do Sertão; de Santaluz, região sisaleira. É artista visual e graduanda em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Utiliza a imagem como documento visual artístico e re-construtor de memórias, como uma ferramenta de luta, de preservação de culturas, saberes e , como forma de autoconhecimento.
Busca investigar, por meio da fotografia, as relações genealógicas que a permeiam, o lugar onde se encontra e de onde veio, reconstruindo e transformando o olhar. Em seu trabalho visual é predominante cenas características do sertão, ressaltando suas peculiaridades, meio a objetos, vegetações, cores, performances e rituais de reconexão com o espaço. Assim como parte de vivênci as que resultaram em trabalhos que ressaltam a importância da imagem para os estudos antropológicos.
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