Presidente da Capes recomenda plano B a bolsistas com destino aos EUA
Ou seja, procurar outro país, por precaução
A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, recomendou que pesquisadores brasileiros com viagem marcada para os Estados Unidos tenham um plano B. Segundo ela, embora ainda não haja registro de vistos negados a bolsistas da Capes, o endurecimento das regras pelo governo dos EUA exige cautela. “Procurem outro país, porque é possível trocar de destino antes da viagem”, orientou. Denise falou após palestra no Fórum de Academias de Ciências do Brics, no Rio de Janeiro.
Ela destacou a importância da cooperação internacional para o avanço da ciência brasileira. Em 2024, mais de 700 projetos envolveram 61 países, resultando na mobilidade de quase 9 mil pesquisadores brasileiros e cerca de 1,2 mil estrangeiros que vieram ao Brasil. A presidente também chamou atenção para a desigualdade regional na pós-graduação: dos 4.859 programas existentes, quase 60% estão concentrados no Sudeste e Sul do país.
Denise defendeu a ampliação da educação superior como caminho para o Brasil alcançar o nível dos países desenvolvidos. “Há uma relação direta entre desenvolvimento econômico e ciência e tecnologia. A China aumentou seu PIB investindo nisso. O Brasil precisa seguir por esse caminho”, afirmou. Ela citou o Chile como exemplo de país que avançou ao ampliar o acesso à educação superior e à pesquisa.
A Capes, segundo a presidente, tem buscado reduzir assimetrias regionais por meio da reformulação nas regras de concessão de bolsas. Cursos de excelência com nota 5 localizados na Região Norte e em cidades com baixo IDH passaram a ser contemplados. “São programas consolidados que poderão receber pesquisadores de pós-doutorado, ajudando a fixá-los e a fortalecer a produção científica nessas localidades”, concluiu.
Feira Hoje, com informações da Agência Brasil
29/06/25




