Saúde 10 de junho de 2025

Câncer de mama cresce entre mulheres fora da faixa prioritária do SUS

Um terço dos casos atinge menores de 500 anos; diagnóstico precoce pode salvar vidas

Dados do Painel Oncologia Brasil, analisados pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), revelam que mais de 108 mil mulheres com menos de 50 anos foram diagnosticadas com câncer de mama entre 2018 e 2023 — cerca de um terço dos casos totais registrados no país. Atualmente, o rastreamento pelo SUS é recomendado apenas para mulheres entre 50 e 69 anos, o que deixa de fora faixas etárias com números significativos de diagnósticos, como as de 35 a 49 anos e acima dos 70 anos.

No período analisado, o Brasil teve mais de 319 mil casos da doença. Somente entre mulheres de 40 a 49 anos, foram mais de 71 mil diagnósticos, enquanto outras 19,5 mil estavam entre 35 e 39 anos. Já entre mulheres com mais de 70 anos, foram registrados mais de 53 mil casos, o que reforça o apelo do CBR pela ampliação da faixa etária atendida pelos exames preventivos.

O número total de diagnósticos de câncer de mama cresceu 59% entre 2018 e 2023, passando de cerca de 41 mil para mais de 65 mil casos por ano. São Paulo lidera em números absolutos, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. As mortes também cresceram: foram mais de 173 mil óbitos no período, com destaque para os 38.793 casos em mulheres com menos de 50 anos.

Para o CBR, esse cenário reforça a urgência de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce. Segundo especialistas, a mamografia pode reduzir em até 30% a mortalidade por câncer de mama. “Isso significa que metade das vidas perdidas poderia ser salva com diagnóstico no momento certo”, afirma a entidade.

Feira Hoje, com informações da Agência Brasil

10/06/25

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