Brasil aposta em negociação e reforça produção nacional de saúde diante do tarifaço dos EUA
Ministro Alexandre Padilha descarta retaliação e anuncia investimentos em tecnologias para reduzir dependência externa
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou que o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos não fará o Brasil adotar retaliações na área da saúde, como a suspensão de direitos de propriedade intelectual. Durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Padilha afirmou que o país não deve agir com base em “anúncios irracionais” do presidente Donald Trump e seguirá apostando em parcerias internacionais e na atração de investimentos.
Padilha reconheceu que, se as tarifas entrarem em vigor no início de agosto, haverá impacto negativo no setor de saúde. No entanto, destacou que o Brasil hoje é menos dependente de insumos importados do que em anos anteriores. “Qualquer coisa que vá contra o livre comércio afeta a saúde, mas o Brasil é menos dependente dos Estados Unidos do que já foi”, afirmou.
O ministro também defendeu o fortalecimento da produção nacional como estratégia para reduzir a dependência externa. Citou acordos recentes com China e Índia, no âmbito do Brics, para a fabricação de insulina no Brasil. “Nosso caminho é fortalecer a capacidade de produzir insumos, medicamentos e tecnologias para não depender de ninguém”, disse.
Entre as ações anunciadas, Padilha e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, lançaram a chamada pública para credenciar o primeiro Centro de Competência em Tecnologias de RNA do país. Com investimento de R$ 450 milhões, a iniciativa pretende ampliar a produção nacional de vacinas e terapias avançadas, fortalecer a pesquisa clínica e garantir maior autonomia ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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26/07/15




