Bibliotecária da Uefs lança obra que valoriza o patrimônio cultural de Feira de Santana
Em ‘A Princesa do Sertão e seu Patrimônio Cultural’, Rejane Ribeiro Rosa revela a riqueza material e imaterial de Feira, destacando a importância da preservação da memória coletiva
A bibliotecária e servidora do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Rejane Maria Ribeiro Rosa, lançou o livro ‘A Princesa do Sertão e seu Patrimônio Cultural’, obra que propõe um olhar atento sobre os bens culturais da cidade, reconhecendo sua diversidade e a urgência de preservá-los. Editado pela Zarte, o livro foi oficialmente presentado na última quinta-feira (23), dentro da programação da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, em outubro, no campus
Resultado de reflexões amadurecidas durante o Mestrado em Desenho, Cultura e Interatividade, Rejane explica que a obra nasceu de inquietações provocadas pelas disciplinas ‘Seminários Tópicos’, ministrada pela professora Ivoneide de França Costa, e ‘Desenho: Educação para a Preservação Cultural’, sob orientação de Lilian Quele Santos de Queiroz. A autora conta que foi motivada com a parto no curso ‘Patrimônio Cultural: conhecer para valorizar’, idealizado pelo museólogo Cristiano Cardoso, diretor do Museu Casa do Sertão, da Uefs.

“Era preciso liberar minhas inquietações. Comecei com artigos apresentados nas disciplinas e escrevi um pouco mais, esperando que o livro possa contribuir para divulgar o patrimônio cultural da Princesa do Sertão”, relata a autora.
A cidade e sua identidade
A publicação percorre a história e a identidade de Feira de Santana, cidade nascida “ao som do aboio dos vaqueiros” e marcada por uma vocação comercial que, ao longo do tempo, produziu um rico e ainda pouco conhecido patrimônio cultural. O livro apresenta os principais bens materiais e imateriais feirenses, discute o papel das instituições locais na preservação da memória e destaca iniciativas como o Plano Municipal de Cultura, essencial para orientar políticas públicas de proteção ao patrimônio.
Rejane também cita manifestações simbólicas que ajudam a construir o imaginário feirense — como o Bando Anunciador, a Caminhada do Folclore e o Festival de Sanfoneiros —, além de monumentos emblemáticos, entre eles o Monumento ao Caminhoneiro, o Monumento ao Tropeiro e o Monumento a Maria Quitéria.
Um chamado à preservação
Na parte final, a autora defende que Feira de Santana precisa avançar nas ações de promoção e proteção do patrimônio, com o envolvimento das secretarias de Cultura e Educação, das escolas e das comunidades. Para ela, somente com políticas efetivas e com a valorização da memória nos espaços de formação será possível salvaguardar as tradições e referências históricas da cidade.
“Os bens culturais de Feira só serão realmente preservados quando as ações propostas no Plano Municipal de Cultura forem efetivadas”, afirma Rejane, reforçando que a identidade de um povo se constrói pela consciência de sua história.
Para adquirir:
Editora Zarte (WhatsApp): 71 99116-6034
Everaldo Goes / Feira Hoje
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20/12/25




