Futebol e Memória 18 de julho de 2025

Bahia de Feira e Galícia carregam nas suas cores mais que uma decisão de Série B

Tradição, conquistas e o peso da história marcam o duelo que recoloca os dois clubes na elite do futebol baiano em 2026

O Estádio Municipal Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, em Feira de Santana, será o palco neste domingo (20) da primeira partida da decisão do Campeonato Baiano da Série B de 2025. O confronto entre Bahia de Feira e Galícia não vale apenas o título, pois, coloca frente a frente duas das equipes mais tradicionais do futebol baiano, que já têm garantido o retorno à elite do estado em 2026. O jogo tem mando de campo do Galícia, que escolheu Feira de Santana. O jogo de volta será dia 27, também num domingo.

Galícia, o clube espanhol de Salvador

O Galícia Esporte Clube, comumente referido como “o clube espanhol de Salvador”, foi fundado em 1º de janeiro de 1933 por imigrantes galegos. Suas origens estão fortemente ligadas à colônia espanhola na Bahia, refletidas nos símbolos e cores, ou seja, o escudo leva a bandeira da Galiza e a Cruz de Santiago, enquanto o uniforme tradicional é azul e branco. Não à toa, o clube ficou conhecido como “Demolidor de Campeões”, apelido conquistado na época em que dominou o futebol baiano nas décadas de 1930 e 1940.

Primeiro tricampeão e dono de grandes feitos

Primeiro tricampeão consecutivo do Campeonato Baiano, o Galícia conquistou cinco títulos estaduais (1937, 1941, 1942, 1943 e 1968) e foi vice-campeão em diversas outras ocasiões. O Parque Santiago, seu estádio próprio, reforça o vínculo com a comunidade galega, embora o time também utilize o Estádio de Pituaçu em Salvador. Entre seus feitos mais marcantes está a excursão internacional de 1974, quando venceu a seleção da Romênia e empatou com a seleção da Síria.

Revelador de craques e de volta à elite

O clube também foi responsável por revelar grandes jogadores para o futebol brasileiro, como o zagueiro Dante, o atacante Oséas e Vevé, que brilhou no Flamengo e na Seleção Brasileira. Após sucessivas quedas e um período longe da elite, o Galícia volta a se destacar este ano ao eliminar o Itabuna nos pênaltis e conquistar o acesso.

Bahia de Feira, a força do interior

Do outro lado, o Bahia de Feira representa a força do interior baiano. Fundado em 2 de julho de 1937, o clube viveu períodos de mudanças de nome e identidade visual até se consolidar como uma das mais tradicionais equipes do interior do Nordeste. Seu uniforme tricolor azul, vermelho e branco já se tornou marca registrada no futebol baiano.

O Tremendão campeão de 2011

O Tremendão escreveu seu capítulo mais vitorioso em 2011, quando conquistou o Campeonato Baiano ao vencer o Vitória dentro do Barradão. Em 2019 e 2021, foi vice-campeão estadual, reafirmando seu protagonismo. A modernização recente também faz parte de sua história. Em 2018, o clube inaugurou a Arena Cajueiro, estádio com gramado sintético e capacidade para cerca de 7 mil torcedores, símbolo de sua estrutura de clube organizado.

Um novo ciclo em disputa

Apesar de ter sido rebaixado em 2024, o Bahia de Feira tenta retomar o bom momento da década passada. A final contra o Galícia representa mais do que um título. É a chance de reafirmar sua força e dar início a um novo ciclo vitorioso.

Tradição e superação em campo

Bahia de Feira e Galícia chegam à decisão com histórias que se cruzam na tradição e na superação. De um lado, o representante do interior que desafia os grandes da capital. Do outro, o clube espanhol de Salvador, símbolo da colônia galega e de um passado de glórias. A bola vai rolar no Joia da Princesa, e o futebol baiano ganha um duelo carregado de história.

Texto: Everaldo Goes, com informações das redes sociais de Bahia de Feira e Galícia

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18/07/25

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