Feira e Região 12 de março de 2018

Assaltantes aterrorizam o conjunto Feira VI

(Por Luiz Tito, Jonal Digaí Feira VI) – Dia 4 de setembro de 2017, 20h30. Após um culto religioso na Igreja Assembleia de Deus Betel, localizada na rua D, número 17, no Conjunto Residencial Feira VI, o comerciante Crispiniano de Oliveira fechava as portas do espaço religioso, quando três homens chegaram em duas motocicletas e, portando armas, anunciaram o assalto. Toda a verba ofertada pelos 35 fieis que estiveram no local foi levada. Desde então o templo permanece fechado.

Esse é apenas um dos casos de assalto que acontecem com frequência no bairro. As vítimas não registram queixas, mas, entre os moradores, é esse um dos principais assuntos nas redes sociais e até mesmo nas rodas de bate papos das esquinas, bares e de outros estabelecimentos comerciais da localidade.

Após receber a sugestão de pauta de seus leitores, o Jornal Digai Feira VI foi às ruas do bairro apurar as denúncias. Sem dificuldade, foram colhidos relatos que comprovam a onda de assaltos na localidade. “Eles chegam naturalmente em motos, com ou sem capacetes, e tomam o celular e outros pertences”. Disse uma das vítimas que não quis se identificar.

Segundo Crispiniano Oliveira, arrombamentos e assaltos acontecem com frequência no Feira VI, mesmo com policiais militares morando no bairro.

Outros fatores que contribuem com as ações dos marginais é a precária iluminação, acumulo de lixo e alguns trailers desativados. “Tenho certeza de que Isso facilita as ações criminosas”, afirmou.

Mulheres, crianças e adolescentes são as principais vítimas. Relatos nas redes sociais dão conta de que na maioria das ações, esse tipo de crime é praticado por pessoas utilizando motocicletas, o que facilita a fuga . O militar da reserva Edson da Silva Mendes acredita que policiais utilizando

Crispiniano Oliveira: templo fechado devido aos assaltos

motos no bairro ajudaria a inibir as ações dos criminosos. “As ruas são estreitas e facilita a fuga dos bandidos que normalmente agem pilotando motos.

Em outubro passado, quando jovens assistiam a uma partida de futebol em espaço do bairro, cinco homens chegaram portando armas e levaram os pertences.

“Para mim a ação dos bandidos não é motivada pela falta de policiamento, e sim, uma questão de Leis. A Policia prende e a justiça solta. Ou seja, a PM está enxugando gelo e isso serve como um incentivo para os marginais”, lembrou o cabeleireiro Edmar dos Santos, proprietário do salão onde ocorreu a ação criminosa.

De acordo com informações nas redes sociais e das próprias vítimas, pelo menos dez assaltos aconteceram na última semana em ruas do bairro.

Para André Felipe, motorista de vans, a falta de representantes políticos na comunidade contribui com o quadro.” Aqui não temos muitos votos locais, já que a maioria dos moradores são estudantes da Universidades Estadual de Feira de Santana que vêm de outras cidades. No período eleitoral eles retornam para as suas origens para escolherem os seus representantes políticos. Se não há votos, não há ações que venham beneficiar os munícipes. Vejo por esse ângulo”, disse.

Procurada pela reportagem do Digaí, o comando da 65ª CIPM – Companhia Independente da Policia Militar , localizada no bairro do Sobradinho, e que faz o policiamento no bairro e adjacências, disse está fazendo sua parte. “Em 2016 foram apreendidas 68 armas de fogo. Em 2017, mais 100 armas. “Estamos trabalhando incansavelmente, mas alertamos para que a população fique atenta para qualquer ação suspeita. “Nós não conseguimos monitorar toda a cidade ao mesmo tempo. Pedimos para que os moradores fiquem atentos, não facilitem o uso dos celulares nas vias públicas e se perceber qualquer ação suspeita procure a polícia.

Disque denúncia:  98163-3949

FH, 12/3/18

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