Universidade Estadual do Ceará aguarda autorização para testar vacina contra Covid-19 em humanos
A Universidade Estadual do Ceará (Uece) aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testar, em humanos, vacina contra a Covid-19. O estudo do imunizante cearense de baixo custo, denominado de HH-120-Defenser, começou em abril de 2020, tendo como ponto de partida o conhecimento já existente sobre o coronavírus aviário atenuado, semelhante ao SARS-CoV-2, que já vem sendo utilizado e não tem potencial agressor em humanos.
A documentação para pedido de autorização da fase clínica da pesquisa foi enviada à Anvisa no último dia 10 de maio, estando em fase de pré-submissão. Após o envio de novos documentos, a Agência irá gerar protocolo para avaliação da solicitação de início de testes em humanos, que contará com três etapas: 100 pessoas adultas, de idade entre 18 e 60 anos, que não possuam comorbidades; pessoas com comorbidades que tenham mais de 60 anos e, por fim, os testes em milhares de pessoas de variados perfis. A primeira fase da investigação foi feita em camundongos e concluída com sucesso.
A coordenadora do Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular (LBBM/Uece), professora Izabel Florindo Guedes, explica que o coronavírus aviário atenuado não é infectante para humanos, mas ele induz a uma resposta de proteção. “Faz com que as pessoas desenvolvam anticorpos, neutralizando o SARS-CoV-2, que é um vírus sobre o qual ainda estamos aprendendo”.
De acordo com Ney Carvalho, pesquisador do LBBM/Uece e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, a “ideia foi justamente fazer uma vacina que pudesse ter um custo barato e, consequentemente, apresentar uma resposta imune satisfatória. E foi isso que aconteceu”. Ney conclui que a vacina já é estudada no mundo, mas com foco para uma outra área. “Agora a gente resolveu adotar dentro da área humana e os resultados têm sido promissores”, revela.
Fonte: Governo do Estado do Ceará
FH, 18/05/21




