Brasil 9 de março de 2016

Centro humanitário recebe gestantes afetadas pelo zika vírus

Em 2015, o Brasil foi surpreendido por um surto de microcefalia. Logo, veio uma confirmação séria. A alta no número de casos estaria relacionada ao zika vírus, doença transmitida também pelo mosquito Aedes aegypti. Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), há 271 casos de microcefalia sendo investigados desde outubro do ano passado. Até o momento, foram registradas 21 mortes suspeitas de relação com a doença.

A microcefalia é uma condição em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores do que o normal para a sua idade, o que pode provocar graves lesões cerebrais. A situação reacendeu a discussão sobre a rede de atendimento às gestantes com bebês com necessidades especiais. Nessa conjuntura, muitas mulheres podem estar enfrentando sérios problemas para cuidarem da gestação.

REPRODUÇAO

No Município de Eusébio (a 25 quilômetros de Fortaleza), uma casa está de portas abertas, quartos prontos e com uma equipe multidisciplinar preparada para receber gestantes em situação de vulnerabilidade. O Centro Humanitário de Amparo à Maternidade (Chama) dispõe de um abrigo com capacidade, hoje, para acolher 10 mulheres. Segundo a coordenadora do local, Verônica Rozendo Tavares, a previsão é de que até o fim da reforma, o Chama possa receber até 22 gestantes.

O abrigo, além de acolher mulheres que foram afetadas pelo zika vírus, ou já com o diagnóstico de microcefalia no bebê, também atende a outros públicos excluídos, como dependentes químicos e/ou pessoas em situação de rua. O objetivo é que as grávidas possam ter um acompanhamento seguro durante todo o pré-natal e um parto digno.

“O Chama é voltado para o acolhimento e o tratamento integral humanizado de mulheres gestantes dependentes químicas, ou não, de qualquer faixa etária, oriundas de qualquer localidade, acompanhadas ou não de seus filhos menores de seis anos, de ambos os sexos, que estejam em situação de vulnerabilidade social, desde que devidamente encaminhadas pelos órgãos competentes”, explica Verônica.

Objetivos

De acordo com a coordenadora do abrigo, os objetivos são: desenvolver ações de promoção, prevenção, tratamento e recuperação de mulheres gestantes em situação de vulnerabilidade ou suscetíveis de vários agravos relacionados ao uso/abuso de substâncias psicoativas, em regime de internação.

O Chama atua nas áreas da saúde, educação, proteção social e segurança alimentar nutricional, agroecologia, atividades socioculturais e educativas, direitos humanos e prática da cidadania. Também faz parte do projeto desenvolver e implementar programas de formação e qualificação em diversas áreas, visando à geração de empregos. Além de desenvolver os vínculos e competências familiares.

“A equipe do CHAMA é composta por psicólogos, assistente social, terapeuta holístico, Terapia Comunitária e especialistas em dependência química. Temos parceria com o Caps [Centros Municipais de Atendimento Psicossocial] e a maternidade do Eusébio. Essas parcerias são fundamentais, pois as mulheres devem passar por uma triagem no Caps, antes de serem encaminhadas para o abrigo. Quando elas estiverem sob nossos cuidados, vamos levá-las para fazer pré-natal na maternidade do Eusébio”, explica a coordenadora.

Fonte: Adital
FH, 9/3/16

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