Ministério da Justiça divulga balanço de recalls 2015
A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ) lança nesta quarta-feira (20) o Boletim Recall 2015. A publicação traz informações sobre todas as campanhas de chamamento realizadas no ano passado, além de apresentar os riscos que os consumidores foram submetidos. Em 2015, foram registradas 130 campanhas de chamamentos. Segundo a secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira, esse aumento se deu em razão do monitoramento mais estratégico do mercado e da maior articulação entre os órgãos de defesa do consumidor e as autoridades de Metrologia e Vigilância Sanitária, além da parceria desenvolvida com agências e órgãos reguladores.
Ao todo, 3.207.898 produtos foram submetidos a recall no país em 2015. A tendência permanece maior para os automóveis, responsáveis por 89 chamamentos em 2015. Também passaram por recalls motos, bicicletas, caminhões, cosméticos, medicamentos, alimentos, produtos infantis, aparelhos eletroeletrônicos e peças mecânicas.
Sobre os riscos que levaram à realização dos chamamentos, o Boletim aponta que mais de 80% dos recalls levam ao consumidor riscos de lesões e ferimentos. Em segundo lugar, com 8% dos recalls, está o risco de fogo ou incêndio, seguido pela possibilidade de ocorrência de efeitos adversos à saúde, risco de quedas e exposição a perigo microbiológico. “É importante conscientizar a sociedade de que o recall é realizado porque há um risco concreto de dano a integridade física do consumidor”, ressalta Juliana Pereira.
A secretária destacou ainda que 26 dos 130 recalls realizados em 2015 foram determinados pela Senacon, ou seja, os fornecedores não apresentaram os recalls de forma voluntária. “A proteção à saúde e à segurança dos consumidores é uma questão de estado, e, portanto, prioritária nas ações ação da Secretaria, que monitora diariamente redes nacionais e internacionais de notícias, além dos sistemas internacionais sobre recalls e segurança de produtos”, explica.
Veja aqui o Boletim Recall 2015.
Fonte: Ministério da Justiça




