Digaí, Bahia! 28 de fevereiro de 2018

Setre qualifica trabalhadores resgatados de trabalho análogo ao escravo

Trabalhadores do município de Itambé, no centro sul baiana, resgatados do trabalho em condições análogas ao trabalho escravo começam a trilhar um caminho diferente. Nesta quarta-feira (28), foi realizada, na Câmara de Vereadores do município, a aula inaugural do Programa Qualifica Bahia.
A iniciativa, que vai atender 24 pessoas, no curso Produtor Agrícola Polivalente, com duração de 200 horas, é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Um desses trabalhadores é André dos Santos, que espera dias melhores daqui pra frente. “Agora teremos uma qualificação profissional, acredito que vamos crescer e ganhar muito com esse programa”. A titular da Setre, Olívia Santana, participou do evento e disse ter ficado “feliz de estar cara a cara com os trabalhadores resgatados, trazendo para eles um alento. Um curso de qualificação, com uma bolsa de R$ 477, que vai ajudá-los a seguir em frente com melhores condições de conquistar um trabalho decente. Acredito muito na educação. Meu lema é educar para libertar”.

Os trabalhadores foram resgatados na Fazenda Vitória, no município de Ribeirão do Largo, no sudoeste do estado. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a operação foi realizada pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia. Dos 19 trabalhadores, apenas o vaqueiro da fazenda tinha carteira de trabalho assinada.

Todos estavam em casas que não tinham energia elétrica, água encanada, banheiros e sem acesso à água potável. Além disso, trabalhavam sem qualquer tipo de equipamentos de proteção como luvas, máscaras para aplicação de defensivos agrícolas, armazenados o mesmo local em que dormiam. Conforme o MPT, os responsáveis pela propriedade devem pagar R$ 40 mil de encargos trabalhistas, que são referentes às rescisões contratuais dos funcionários. Ainda de acordo com informações da instituição, algumas das vítimas estavam com marcas de picada de escorpião e de aranha.

Fonte: Ascom/Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia

FH, 28/2/18

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