Zé Neto deve permanecer na Câmara Federal em 2027
Por Everaldo Goes
A derrota eleitoral de Zé Neto (PT) não encerra necessariamente a presença do deputado feirense na Câmara Federal. Primeiro suplente da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, ele poderá assumir caso um dos deputados eleitos pela federação se licencie para integrar o governo. Os três mandatos estaduais mais recentes oferecem precedentes concretos para essa possibilidade.
A leitura desta coluna é que a composição do próximo secretariado pode abrir esse caminho. Jerônimo Rodrigues já anunciou que pretende reformular a equipe para o segundo mandato.
De candidato a prefeito a seis vitórias parlamentares
Zé Neto disputou a Prefeitura de Feira de Santana pelo PT em 1996. Em 2000, foi eleito vereador e iniciou o mandato em 2001. Renunciou à Câmara Municipal em 2003 para assumir a cadeira de deputado estadual conquistada na eleição de 2002. Foi reeleito para a Assembleia em 2006, 2010 e 2014.
Em 2018, passou à disputa federal e foi eleito, renovando o mandato em 2022. Somou, portanto, seis vitórias parlamentares consecutivas em eleições gerais antes do resultado de 2026.
Neste ano, recebeu 104.550 votos e terminou na primeira suplência. A continuidade em Brasília dependerá agora das movimentações da bancada e da formação do governo.
Jerônimo abriu espaço para suplentes em 2023
No primeiro governo de Jerônimo, iniciado em 2023, Afonso Florence (PT), reeleito deputado federal em 2022, assumiu a Casa Civil. A licença permitiu que Josias Gomes (PT), que não havia conquistado a reeleição, tomasse posse na Câmara em 7 de fevereiro de 2023. É o precedente mais próximo da situação atual de Zé Neto.
Sérgio Brito (PSD) foi para a Secretaria de Infraestrutura. Charles Fernandes (PSD), também não reeleito em 2022, assumiu como suplente em 8 de fevereiro de 2023. Nos dois casos, a composição do secretariado permitiu a permanência de parlamentares que haviam terminado a eleição fora das vagas titulares.
Ângelo Almeida também participou dessa composição
Na Assembleia Legislativa, Ângelo Almeida, domiciliado eleitoralmente em Feira de Santana e filiado ao PSB naquele momento, deixou o exercício parlamentar para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Fabíola Mansur (PSB) ocupou a cadeira, com exercício registrado pela Alba a partir de 10 de fevereiro de 2023.
Outro deputado estadual chamado foi Osni Cardoso (PT), nomeado para o Desenvolvimento Rural. Neusa Cadore (PT) assumiu como suplente. Assim, a montagem do primeiro escalão produziu substituições tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia.
Rui repetiu a movimentação no segundo mandato
No governo iniciado em 2019, depois da reeleição de Rui Costa em 2018, Josias Gomes foi nomeado secretário de Desenvolvimento Rural. Joseildo Ramos (PT) assumiu a cadeira federal em 13 de março de 2019.
Sérgio Brito foi chamado para o Desenvolvimento Urbano, permitindo a posse de Paulo Magalhães (PSD) em 14 de março.
Fernando Torres entrou pela suplência em 2015
A prática também marcou o primeiro governo de Rui, iniciado em 2015. Josias Gomes assumiu Relações Institucionais, e Fernando Torres (PSD), com domicílio eleitoral em Feira de Santana, tomou posse como suplente em 3 de fevereiro daquele ano. A Câmara registra expressamente que a posse ocorreu em consequência da licença de Josias.
Nelson Pellegrino (PT) foi nomeado secretário de Turismo. Davidson Magalhães (PC do B) iniciou o exercício federal em 4 de fevereiro de 2015, dentro da mesma movimentação que abriu espaço aos suplentes da coligação daquele pleito.
Depois, Fernando abriu espaço para Robinson
O caso de Fernando Torres teve uma segunda etapa. Efetivado no mandato em janeiro de 2017, após a renúncia de Moema Gramacho, ele foi chamado por Rui para o Desenvolvimento Urbano.
Fernando se licenciou em 23 de janeiro de 2017, e Robinson Almeida (PT), que mantém atuação política em Feira de Santana, assumiu como suplente. Depois de um breve retorno de Fernando à Câmara, a licença de 3 de fevereiro voltou a permitir o exercício de Robinson. O parlamentar feirense que havia entrado pela suplência passou, assim, a abrir espaço para outro integrante da bancada.
Composição de governo pode garantir continuidade
Os episódios mostram uma prática recorrentes. Ddeputados são chamados para secretarias, enquanto suplentes passam a exercer os mandatos. Essas movimentações integram a acomodação das forças partidárias e a sustentação política do governo. Os registros, entretanto, não permitem atribuir cada nomeação exclusivamente à intenção de beneficiar um suplente.
Para Zé Neto, o espaço precisa surgir na Federação Brasil da Esperança. A nomeação de um deputado de outra legenda ou federação não garante a convocação dele. E, quando a substituição decorre de uma secretaria estadual, o titular conserva o mandato e pode retomá-lo. O histórico sustenta a possibilidade de continuidade de Zé Neto em Brasília; a decisão dependerá da composição que Jerônimo apresentar para 2027.
José Ronaldo vai pedir votos para Flávio
O prefeito José Ronaldo (União Brasil) confirmou nessa quinta-feira (08) em declaração ao site O Protagonista, que pedirá votos para Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial. A manifestação acrescenta uma disposição de mobilização ao apoio que ele já havia declarado antes da primeira votação.
Pablo comemora aprovação da política de alfabetização
A Câmara de Feira aprovou por unanimidade dos presentes, na quinta-feira, a criação da Política Municipal de Alfabetização, proposta pelo Executivo. O texto segue para sanção de José Ronaldo e prevê ações de leitura, escrita, Língua Portuguesa e Matemática, além de atendimento inclusivo.
O secretário de Educação e vice-prefeito, Pablo Roberto, destacou a contribuição dos profissionais da rede e a integração com programas estaduais e federais. Marcos Lima, presidente da Câmara, afirmou que os vereadores priorizaram a tramitação. Também foi aprovada uma proposta de reorganização do Sistema Municipal de Educação, com fortalecimento dos conselhos e da participação da comunidade.
Silvio consegue aprovação de proposta para taxistas
Silvio Dias (PT) teve aprovado, por unanimidade dos presentes, o projeto que permite a circulação de táxis nas faixas exclusivas do transporte coletivo mesmo sem passageiros. A votação ocorreu na quinta-feira.
O vereador argumenta que o veículo vazio também pode estar em atividade, deslocando-se para buscar um passageiro. A proposta pretende evitar autuações nessas situações. A aprovação na Câmara ainda não equivale à entrada em vigor da alteração.
Ivana deixa 2030 em aberto e mobiliza prefeitos por Lula
Conforme A Tarde, questionada durante a coletiva de quinta-feira sobre uma eventual candidatura ao governo da Bahia em 2030, Ivana Bastos (PSD) respondeu: “Cada coisa no tempo certo”. A presidente da Alba não anunciou candidatura e manteve o foco imediato no segundo turno presidencial.
Ivana também anunciou uma reunião com prefeitos em Guanambi para esta sexta-feira, destinada à organização da campanha de Lula. Disse que pretende reunir aliados da região, incluindo gestores que não apoiaram a candidatura dela à Assembleia.
Datafolha e PoderData colocam Flávio à frente
Dois levantamentos nacionais divulgados na quinta-feira, 8, apresentaram Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula para o segundo turno:
Datafolha — votos válidos (margem de erro de 2%):
Flávio: 52%
Lula: 48%
PoderData/Aya — votos válidos (margem de erro de 1,8%):
Flávio: 53%
Lula: 47% 1,8
Os percentuais de votos válidos excluem as respostas de voto branco, nulo e indecisão. No Datafolha, considerando o total dos entrevistados, Flávio aparece com 49% e Lula com 45%; brancos e nulos somam 5%, e indecisos, 1%.
Segundo a Folha, o Datafolha entrevistou 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro, por encomenda do jornal e da TV Globo. O registro é BR-02949/2026. O PoderData/Aya ouviu três mil pessoas por telefone, entre 5 e 7 de outubro, em 705 municípios. O levantamento, financiado pelo PoderData, tem registro BR-08134/2026 e nível de confiança de 95%.
Discussão Lula x Flávio
A discussão econômica provocou novo confronto na quinta-feira. Lula criticou notícias sobre o ajuste fiscal estudado pelo adversário e afirmou que a proposta seria para cortar “do sangue do povo”.
Em nota enviada à Veja, a campanha de Flávio negou cortes em aposentadorias e benefícios sociais e afirmou que não pretende retirar os pisos constitucionais da saúde e da educação. A equipe sustenta que o ajuste será feito com redução de privilégios e despesas ineficientes. O debate coloca o financiamento dos serviços públicos e os benefícios sociais no centro da campanha.
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09/10/26




