Silvio Dias e Zé Carneiro trocam críticas sobre a saúde em Feira
Por Everaldo Goes
A saúde pública colocou o vereador Silvio Dias (PT) e o líder do governo municipal, Zé Carneiro (União Brasil), em confronto na sessão dessa quarta-feira (7), da Câmara de Feira de Santana. Silvio apontou falta de vagas hospitalares e problemas na atenção básica, incluindo insuficiência de agentes comunitários, medicamentos para hipertensão e fitas para medir glicemia.

José Carneiro
Zé Carneiro defendeu a administração de José Ronaldo e contestou a denúncia sobre medicamentos. “Está sendo injusto”, respondeu ao petista. O governista também cobrou providências do governo estadual para pacientes que aguardam transferência pela Central de Regulação.

Sílvio Dias
Hospital Municipal entra na pauta tributária
Enquanto os vereadores discutiam a saúde, a Prefeitura encaminhou uma proposta para estabelecer em 2% a alíquota do ISS sobre determinados serviços vinculados à operação do Hospital Municipal, previsto em uma parceria público-privada.
O secretário de Planejamento, Carlos Brito, entregou o projeto ao presidente da Câmara, Marcos Lima. Segundo Brito, a redução tributária poderá diminuir o desembolso mensal do Município na parceria. A matéria passará pelas comissões de Justiça e de Finanças antes de chegar ao plenário.
PT de Feira mira quem ficou fora das urnas
O presidente municipal do PT, Adriano Costa, convocou um ato de apoio a Lula para esta quinta-feira, às 18h13, no Teatro da CDL, na Praça da Matriz. A estratégia anunciada é buscar os cerca de 75 mil feirenses que não compareceram ao primeiro turno, além dos eleitores que votaram branco ou nulo.
Adriano também provocou os adversários ao afirmar que o grupo derrotou novamente o “coronelismo” na Bahia. Do outro lado, José Ronaldo já havia declarado voto em Flávio Bolsonaro em julho, antes da definição do segundo turno.
Zé Neto mantém a porta aberta para 2028
A derrota de Zé Neto na disputa pela reeleição à Câmara Federal continua alimentando discussões sobre o futuro da oposição em Feira. Uma publicação de quarta-feira do Bahia na Política retomou a possibilidade de nova candidatura à Prefeitura em 2028.
Na entrevista publicada pelo Acorda Cidade na segunda-feira, 5, o petista não confirmou nem descartou a disputa. “Eu não pretendo, nem despretendo”, respondeu. Zé Neto criticou o que chamou de “toma lá dá cá” na campanha, atribuiu parte da perda de votos às dificuldades no interior e reconheceu a divisão do eleitorado entre candidatos do próprio campo. A prioridade imediata, afirmou, é trabalhar pela vitória de Lula.
Zé Chico nega ressentimento com José Ronaldo
No campo governista, Zé Chico também pretende continuar na política depois de não conquistar uma cadeira de deputado federal. Segundo publicação de quarta-feira do Bahia na Política, o empresário afirmou que não guarda ressentimento de José Ronaldo, principal apoiador da candidatura.
O colunista Jair Onofre atribuiu parte do desempenho à dispersão de apoios entre integrantes da administração municipal. A avaliação coloca em discussão a capacidade do grupo de transformar a força eleitoral do prefeito em votos para candidatos proporcionais. ([bahianapolitica.com.br][5])
Ivana retorna à Alba com foco em Lula
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), encontrou servidores na quarta-feira, após retornar de Guanambi. A parlamentar celebrou a reeleição de Jerônimo Rodrigues e defendeu ampliar a votação de Lula no segundo turno.
Ivana tem entrevista coletiva anunciada para esta quinta-feira, às 11h, no Salão Nobre da Alba. O resultado eleitoral e as perspectivas políticas estão entre os temas previstos. ([soteropolisnoticias.com.br][6])
Jerônimo provoca ACM Neto após apoio a Flávio
Com a eleição estadual encerrada no primeiro turno, o confronto entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto passou para a disputa presidencial. Na quarta-feira, em Brasília, Neto anunciou apoio a Flávio Bolsonaro e prometeu mobilizar prefeitos, deputados e aliados na Bahia.
Jerônimo respondeu pelas redes sociais, classificando a neutralidade do adversário como oportunismo eleitoral. “Perdeu pra mim e vai perder novamente”, provocou o governador, que aposta em uma votação histórica para Lula no estado.
Escala 6×1 leva o segundo turno para dentro do Congresso
Lula desafiou Flávio Bolsonaro, na quarta-feira, a votar pela redução da jornada de trabalho e a orientar o PL a apoiar a proposta. O petista defende cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. Flávio sustenta que o trabalhador deve ter liberdade para organizar a carga horária.
A senadora Damares Alves (Republicanos), aliada de Flávio, disse que votará pelo fim da escala 6×1, embora considere que a pauta “ajuda o Lula”. Senadores da oposição tentaram adiar a análise para depois da eleição, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a previsão de votação na próxima semana.
Cury ainda não anunciou apoio
Até a manifestação publicada na noite de quarta-feira, Augusto Cury não havia declarado apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro. O terceiro colocado na eleição presidencial pediu paciência e afirmou que está conversando antes de anunciar uma decisão.
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08/10/26




