Baixa vacinação contra gripe e covid coloca gestantes e bebês em risco
Cobertura permanece abaixo da meta no Brasil; imunização durante a gravidez protege também os recém-nascidos
A vacinação contra gripe e covid-19 entre gestantes permanece abaixo da meta de 90% no Brasil. Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde apresentados pela Agência Brasil, a cobertura em 2026 está em 76% para influenza e 55% para covid-19. Especialistas alertam que a baixa adesão aumenta a exposição de grávidas e bebês a complicações dessas doenças.
De 2023 ao início de agosto de 2026, o Ministério registrou pelo menos 286 casos de síndrome respiratória aguda grave por influenza em gestantes e mulheres no período após o parto, com 25 mortes. No mesmo intervalo, a covid-19 provocou 205 casos graves e 21 mortes nesse público.
Vacinação integra os cuidados do pré-natal
A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, atribui a baixa adesão à desvalorização dos riscos da gripe e à desinformação sobre a vacina contra covid-19. A ginecologista Giuliane Lajos, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, ressalta que alterações no organismo durante a gravidez aumentam a vulnerabilidade a infecções graves.
As vacinas recomendadas para gestantes são seguras e eficazes, destacam as especialistas. As doses contra gripe e covid-19 podem ser aplicadas em qualquer fase da gestação. O SUS também oferece hepatite B, dT, dTpa e vacina contra o vírus sincicial respiratório, conforme o calendário e o histórico vacinal.
Proteção para os primeiros meses do bebê
A imunização durante a gravidez permite a transmissão de anticorpos pela placenta, ajudando a proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Como a vacinação infantil contra gripe e covid-19 começa aos seis meses, a proteção materna é especialmente importante nesse intervalo. A orientação é conferir a caderneta de vacinação com a equipe do pré-natal.
Com informações da Agência Brasil, reportagem de Tâmara Freire.
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01/10/26




