Feira em Memória 29 de setembro de 2026

Pesquisa revela o cotidiano de famílias no Beco da Energia nas décadas de 1950 e 1960

Estudo reúne memórias de antigos moradores e frequentadores da rua, onde residências, pequenos comércios e estabelecimentos ligados à prostituição dividiam o mesmo espaço

Na rua 13 de Novembro, conhecida como Beco da Energia, no centro de Feira de Santana, havia residências, pequenos comércios e estabelecimentos ligados à prostituição nas décadas de 1950 e 1960. As lembranças de quem viveu ou frequentou o local são o centro de um artigo publicado em 2021 na Revista Espacialidades, que recupera aspectos pouco conhecidos do cotidiano daquela rua.

Pesquisa revela o cotidiano de famílias no Beco da Energia nas décadas de 1950 e 1960 Estudo reúne memórias de antigos moradores e frequentadores da rua, onde residências, pequenos comércios e estabelecimentos ligados à prostituição dividiam o mesmo espaço Na rua 13 de Novembro, conhecida como Beco da Energia, no centro de Feira de Santana, havia residências, pequenos comércios e estabelecimentos ligados à prostituição nas décadas de 1950 e 1960. As lembranças de quem viveu ou frequentou o local são o centro de um artigo publicado em 2021 na Revista Espacialidades, que recupera aspectos pouco conhecidos do cotidiano daquela rua. O trabalho é de Lucymara da Silva Carvalho e Maria Aparecida Prazeres Sanches. Na apresentação do artigo, Lucymara era mestranda em História Social na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e pesquisava temas como memória, família e prostituição. Maria Aparecida, doutora em História e professora da Uefs, desenvolvia estudos sobre mulheres, relações raciais e cultura popular.O trabalho é de Lucymara da Silva Carvalho e Maria Aparecida Prazeres Sanches. Na apresentação do artigo, Lucymara era mestranda em História Social na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e pesquisava temas como memória, família e prostituição. Maria Aparecida, doutora em História e professora da Uefs, desenvolvia estudos sobre mulheres, relações raciais e cultura popular.

Memórias de família

As pesquisadoras entrevistaram antigos moradores e frequentadores do Beco e consultaram edições do jornal Folha do Norte e códigos municipais. Nos depoimentos, aparecem crianças, refeições em família, rezas e festas. Um dos relatos recorda o caruru de Cosme e Damião preparado por uma moradora em setembro, que reunia pessoas de outras partes do centro.

Outra lembrança é a mudança da rotina por volta das 17h. As crianças entravam em casa enquanto os estabelecimentos começavam a receber clientes. Segundo o estudo, algumas mulheres sustentavam as famílias com a venda de alimentos e bebidas ou com a administração das casas de diversão.

Mudanças na rua

O artigo também questiona a interpretação de que as casas ligadas à prostituição sofreram uma perseguição sistemática no período estudado. As autoras afirmam que as entrevistas, as notícias de jornal e os códigos municipais examinados não permitem confirmar essa conclusão. Conforme os relatos, a convivência de famílias com crianças e casas de diversão no Beco se modificou a partir de 1969.

As pesquisadoras ressaltam que essas memórias não eliminam a possibilidade de preconceito e conflitos. Ao comparar os depoimentos com os registros escritos, o trabalho mostra como o Beco da Energia teve diferentes significados para as pessoas que passaram parte da vida ali.

Leia o artigo completo

Acesse a dissertação,  em PDF, pelo Google Drive

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29/09/26

 

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