Jornalistas e economista visitam o Campo do Gado Novo e sugerem valorização cultural
O Campo do Gado Novo guarda uma parte da identidade de Feira de Santana que merece ser mais conhecida e valorizada. Nessa segunda-feira (21), uma visita ao local reuniu os jornalistas Everaldo Goes, Glauco Wanderley e Jânio Rêgo e o economista e professor da Uefs Antônio Rosevaldo Ferreira. Além de observar o comércio de animais, o grupo conversou sobre possibilidades de fortalecer o espaço como ponto de cultura, lazer e convivência.
Instalado no bairro de mesmo nome, o complexo mantém uma atividade ligada à formação da cidade. O movimento encontrado, porém, foi pequeno. As segundas-feiras tradicionalmente marcadas por intensa circulação de compradores, criadores e comerciantes deram lugar, naquela manhã, a poucos estabelecimentos abertos, inclusive selarias.
Entre os criadores presentes estava Carlos César Souza, que contou ter se deslocado do distrito da Matinha para comercializar bezerros nelore. Em um período de estiagem, o encontro também trouxe à conversa a importância das chuvas para a atividade rural e para quem vive da criação de animais.
Mesmo com a circulação reduzida, o Campo do Gado conserva atrativos. Restaurantes, comidas, bebidas e vaqueiros a cavalo compõem um ambiente agradável, de encontros e conversas, onde os costumes sertanejos permanecem vivos.
Na avaliação do grupo, uma programação cultural permanente poderia atrair novos públicos, beneficiar os estabelecimentos e ampliar as oportunidades de trabalho e renda. Entre as possibilidades discutidas estão apresentações culturais, valorização da culinária regional e eventos ligados às tradições dos vaqueiros.
Os visitantes também lembraram as vaquejadas que, no passado, atraíam pessoas de diversos estados brasileiros. A proposta é fortalecer essa vocação cultural, somando atividades ao comércio de gado e dando maior visibilidade ao equipamento.
Há ali mais que currais e negócios. Há saberes, sabores e histórias de quem mantém viva a relação de Feira com o campo. Aproximar a população desse patrimônio pode ajudar a escrever um novo capítulo para o lugar.
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22/09/26




