Primeiro teatro de Feira funcionou no centro, próximo ao Tênis
Trajetória do Margarida Ribeiro começou na Rua Carlos Gomes e ganhou novo endereço em 1982, por iniciativa do prefeito José Raimundo de Azevêdo
O primeiro Teatro Margarida Ribeiro funcionou na Rua Carlos Gomes, no centro de Feira de Santana, próximo ao Feira Tênis Clube, popularmente conhecido como Tênis. Inaugurado em 1971, o espaço ocupava um antigo boliche alugado pela Prefeitura para oferecer aos artistas um local de ensaios e apresentações. Segundo o histórico divulgado pelo município, a abertura teve o espetáculo Cleóputo, de Antônio Miranda. Até então, grupos teatrais recorriam a cinemas, auditórios e ambientes improvisados para apresentar os trabalhos.
Em novembro de 1982, o então prefeito José Raimundo Pereira de Azevêdo transformou o auditório do Colégio Monteiro Lobato, no bairro Capuchinhos, em teatro municipal, atendendo a uma reivindicação da classe artística. O trabalho contou com a participação de outras pessoas, entre elas o artista plástico Juraci Dórea. Instalado no novo endereço, o Teatro Margarida Ribeiro teve um concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia na programação de abertura.
Transformações do espaço
Ao longo dos anos, o Margarida Ribeiro passou por diferentes intervenções. Em 2008, recebeu refrigeração, novas poltronas, áreas destinadas a pessoas com deficiência, equipamentos de som e iluminação cênica, camarins e bilheteria. Em 2017, foram realizados serviços nas instalações elétricas e implantados sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas. Em 2025, permaneceu fechado durante quatro meses para pintura, manutenção elétrica e hidráulica, substituição do piso de madeira, recuperação das poltronas e dos sanitários, além de reforma e ampliação dos camarins. A reabertura ocorreu em outubro, com atividades do Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana. Segundo a Prefeitura, em agosto de 2026 houve troca de todas as poltronas, reforma do palco e melhorias nos equipamentos sonoros e de iluminação.
Outro equipamento municipal é o Centro de Cultura Maestro Miro, implantado em 2004, no Muchila. O complexo abriga o Teatro Ângela Oliveira, o Foyer Jota Morbeck e a Galeria de Arte Aliomar Simas, além de sediar o programa Arte de Viver, com atividades gratuitas de teatro, dança, música e artes plásticas. Após intervenções em diferentes períodos, o centro foi reinaugurado em março de 2026, com melhorias na estrutura, climatização, piso, redes elétrica e hidráulica, paisagismo e espaços de oficinas. O Teatro Ângela Oliveira recebeu 302 novas poltronas e espaços adaptados para cadeirantes, conforme informações municipais.
Arte e memória
A estrutura cultural da cidade também reúne o Teatro do Cuca-Uefs, o Complexo Cultural Amélio Amorim, o Teatro Carlos Pita, no Centro de Convenções, e o Teatro do Centro Cultural Sesc. O Auditório da Secretaria Municipal de Educação integra os espaços utilizados para apresentações e atividades culturais. Mantidos por diferentes instituições, esses equipamentos ampliam as possibilidades de circulação dos espetáculos, formação de artistas e aproximação entre a produção cênica e a população.
Celebrado em 19 de setembro, o Dia Nacional do Teatro convida a reconhecer o trabalho de atores, diretores, dramaturgos, técnicos e produtores, mas também a importância de manter espaços adequados e acessíveis. Em Feira de Santana, a trajetória do Margarida Ribeiro ajuda a compreender como a mobilização artística e as iniciativas do poder público contribuíram para a conquista desses ambientes. Além do entretenimento, os palcos oferecem oportunidades de educação, reflexão e preservação da memória, permitindo que novas gerações tenham contato com a arte.
Com informações Secom PMFS
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20/09/26




