Feira em Memória 23 de agosto de 2026

A marcante pista de vidro da Jerimum

Antes de John Travolta, a Jerimum de Amélio Amorim já brilhava em Feira

Antes de John Travolta eternizar a pista iluminada de ‘Os Embalos de Sábado à Noite’ (‘Saturday Night Fever’), Feira de Santana já experimentava, em plena década de 1970, uma atmosfera ousada, sofisticada e absolutamente moderna na Boate Jerimum.

Antes de John Travolta, a Jerimum de Amélio Amorim já brilhava em Feira Antes de John Travolta eternizar a pista iluminada de 'Os Embalos de Sábado à Noite' ('Saturday Night Fever'), Feira de Santana já experimentava, em plena década de 1970, uma atmosfera ousada, sofisticada e absolutamente moderna na Boate Jerimum. Inaugurada em 1975 por Amélio Amorim, a Jerimum tinha como uma de suas marcas mais impressionantes uma pista de dança de vidro colorido, iluminada por baixo. Dois anos depois, em 1977, John Travolta — então em ascensão em Hollywood e prestes a se tornar um dos maiores símbolos da cultura pop daquela geração — pisaria numa pista de luzes semelhante no filme que o transformaria em astro mundial.Inaugurada em 1975 por Amélio Amorim, a Jerimum tinha como uma de suas marcas mais impressionantes uma pista de dança de vidro colorido, iluminada por baixo. Dois anos depois, em 1977, John Travolta — então em ascensão em Hollywood e prestes a se tornar um dos maiores símbolos da cultura pop daquela geração — pisaria numa pista de luzes semelhante no filme que o transformaria em astro mundial.

A imagem deste post é da década de 1970 e está hoje exposta no recém-inaugurado Espaço Carro de Boi, preservando um fragmento precioso da memória cultural de Feira de Santana. O registro ajuda a dimensionar o quanto a Jerimum estava à frente de seu tempo, não apenas como casa noturna, mas como experiência estética e arquitetônica.

A antiga pista de vidro não existe mais. Com a reforma do complexo, a área da boate foi transformada em espaço destinado a atividades artísticas e culturais, assumindo uma nova função sem apagar completamente a memória do lugar que marcou gerações.

Por trás de tudo estava a genialidade de Amélio Amorim. Empresário, criador e homem de visão, ele não parecia interessado apenas em construir espaços comerciais. Criava ambientes capazes de provocar surpresa, desejo e encantamento. O Carro de Boi e a Jerimum revelavam essa capacidade rara de imaginar Feira de Santana não como uma cidade que precisava esperar as novidades chegarem, mas como um lugar capaz de experimentá-las enquanto o mundo ainda as descobria.

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23/08/26

 

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