Pessoas picadas por cobras e escorpiões devem ser levadas direto ao Clériston
Vítimas adultas de picadas de escorpiões, cobras e outros animais peçonhentos devem ser levadas diretamente ao Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, sem passar antes por uma UPA. Crianças e adolescentes de até 16 anos incompletos devem ser encaminhados diretamente ao Hospital Estadual da Criança, localizado ao lado do Clériston.
A orientação é importante porque as unidades de pronto atendimento não dispõem dos soros antivenenos usados em determinados casos. A passagem por uma UPA pode atrasar o início do tratamento adequado. Segundo reportagem publicada pelo Feira Hoje, o Clériston Andrade é referência para Feira de Santana e outros 27 municípios da região Centro-Leste da Bahia.
Na região de Serrinha, o atendimento de referência é realizado no Hospital Municipal de Serrinha, que recebe pacientes de 18 municípios e também abastece unidades de saúde de cidades vizinhas com soros antivenenos.
O alerta ganha ainda mais importância porque, conforme reportagem publicada pelo jornal Correio, Feira de Santana lidera na Bahia os registros de picadas de cobras. O levantamento, baseado em dados do Ministério da Saúde, contabilizou 5.567 ocorrências no município entre 2021 e julho de 2026.
Após a picada, a vítima deve manter a calma, retirar anéis, pulseiras, sapatos ou outros objetos que possam apertar a região atingida e lavar o local com água e sabão. Não se deve fazer torniquete, cortar, furar, queimar ou tentar sugar o veneno. Uma fotografia do animal, feita sem colocar ninguém em risco, pode ajudar na identificação.
Em caso de emergência, o Samu pode ser acionado pelo número 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Quem tiver condução própria não precisa esperar uma ambulância, ou seja, a vítima pode ser levada imediatamente ao hospital de referência, desde que o transporte seja feito com segurança e por outra pessoa. A vítima não deve dirigir. O Samu deve ser chamado quando houver sintomas graves, dificuldade para transportar o paciente ou falta de condições seguras para o deslocamento. A rapidez no atendimento pode salvar vidas.
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Feira Hoje, 04/08/26




