Museu de Arte Contemporânea celebra 30 anos de atuação pela cultura
Instituição foi criada em 25 de julho de 1996, durante a gestão de José Raimundo Pereira de Azevêdo, a partir de projeto conduzido pelo artista plástico Juraci Dórea
Neste sábado, 25 de julho, o Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira completa 30 anos de atividades dedicadas às artes visuais, à literatura e à preservação da memória cultural de Feira de Santana. Criado pelo Decreto nº 5.958, de 25 de julho de 1996, o MAC consolidou-se como espaço de encontro entre artistas, escritores, estudantes, pesquisadores e diferentes públicos.
A instituição nasceu de uma iniciativa do Departamento de Cultura do Município, dirigido na época pelo reconhecido artista plástico Juraci Dórea Falcão. Durante a gestão do então prefeito José Raimundo Pereira de Azevêdo, foi desenvolvido um projeto para preservar a destinação cultural do histórico edifício e criar um museu voltado especialmente à produção artística contemporânea.
Espaço preservado

José Raimundo Azevêdo
Antes de abrigar o MAC, o prédio sediou durante quase três décadas o Museu Regional de Feira de Santana, criado em 1967 pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand. A instituição funcionou no imóvel que havia sido utilizado pela administração e pela balança de animais da antiga feira de gado e, posteriormente, pelo Ginásio Municipal. No fim de 1995, a Universidade Estadual de Feira de Santana transferiu o acervo do Museu Regional para o Centro Universitário de Cultura e Arte, o Cuca.
A saída do acervo abriu uma discussão sobre o futuro do edifício. A proposta conduzida por Juraci Dórea assegurou que o local permanecesse vinculado à cultura e resultou na criação do Museu de Arte

Juraci Dórea
Contemporânea de Feira de Santana. O artista também teve participação decisiva na formação do acervo inicial, solicitando doações a importantes nomes das artes plásticas da Bahia.
Museu vivo
Por meio do Projeto de Lei nº 147, de 1997, a instituição passou a denominar-se Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira, em homenagem ao artista feirense. O acervo de referência reúne obras de nomes como Calasans Neto, César Romero, Rubem Valentim, Juraci Dórea, Juarez Paraíso, Chico Liberato, Herivelton Figueiredo, Gil Mário e Maristela Ribeiro, além de trabalhos incorporados ao longo dos anos por meio de novas doações.
A atuação do MAC nunca se limitou à exposição de um acervo permanente. Ao longo de três décadas, o museu recebeu mostras de pintura, escultura, gravura, desenho e fotografia, além de oficinas de arte, palestras, lançamentos de livros, exibições de vídeos e outras atividades culturais. A programação dinâmica transformou o espaço em referência para a produção contemporânea e para a circulação de artistas consagrados e novos talentos em Feira de Santana.
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Fotos
Fachada do MAC: ACM – Arquivo PMFS
José Raimundo Azevêdo: Câmara Municipal
Juraci Dórea: Letícia Daltro – Arquivo PMFS
25/07/26




