Faixa das Malvinas coloca rigor da Fifa à prova antes da final
A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo ganhou um desdobramento fora das quatro linhas. Depois da vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, jogadores argentinos exibiram no gramado uma faixa com a mensagem “Las Malvinas son Argentinas”. O governo britânico exigiu providências, enquanto a Fifa avalia o episódio e uma possível infração às normas que proíbem manifestações políticas nos estádios.
A manifestação ocorre justamente quando a entidade é cobrada a demonstrar coerência na aplicação das próprias regras. No início da Copa, a Fifa obrigou o Haiti a modificar o uniforme que apresentava uma imagem de
Toussaint Louverture, líder da revolução que conduziu o país à independência. O desenho foi considerado uma manifestação política.
A campanha argentina também foi acompanhada por contestações relacionadas à arbitragem. A Federação Argelina apresentou reclamação formal depois da derrota por 3 a 0, questionando, entre outros lances, a decisão de não expulsar Lionel Messi. O Egito também protestou contra decisões tomadas na eliminação diante dos argentinos. Nas quartas de final, a expulsão do suíço Breel Embolo voltou a alimentar críticas nas redes sociais.
As reclamações não comprovam favorecimento deliberado à Argentina. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, rejeitou as acu,sações de parcialidade e afirmou que os árbitros atuaram com independência. Ainda assim, a sucessão de questionamentos aumenta a responsabilidade da entidade de agir com transparência.
Às vésperas da decisão contra a Espanha, ficam perguntas. A Fifa aplicará à Argentina o mesmo rigor exigido de outras seleções? Mais do que estabelecer uma eventual multa, a resposta será importante para demonstrar que regras disciplinares e critérios de arbitragem valem igualmente para todos.
Feira Hoje, 16/07/26
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