Exposição celebra os 81 anos de Carlo Barbosa e reúne obras inéditas
Mostra aberta nesta terça-feira no Cuca apresenta trabalhos do acervo do Museu Regional de Arte e revisita a trajetória de um dos principais artistas plásticos feirenses
A Galeria de Arte Carlo Barbosa e o Museu Regional de Arte abrem nesta terça-feira (14), às 19h, a exposição ‘Carlo Barbosa: Entre Cores e Saudades’. A mostra celebra os 81 anos de nascimento do artista plástico feirense e reúne obras do acervo do museu, além de séries inéditas. A entrada é gratuita e a visitação seguirá até 14 de agosto.
Entre os trabalhos apresentados está ‘O Flagelo de Lucas da Feira’, produzido em 1987 e considerado uma das composições mais expressivas do artista. A exposição

Flagelo de Lucas da Feira no detalhe do cartaz
será distribuída pelos espaços da galeria que leva o nome de Carlo Barbosa e do Museu Regional de Arte, ambos integrados ao Centro Universitário de Cultura e Arte da Universidade Estadual de Feira de Santana.
Antônio Carlos de Oliveira Barbosa nasceu em Feira de Santana, em 20 de junho de 1945, e morreu em 1988, aos 42 anos. Autodidata, começou a pintar por volta dos 15 anos e realizou a primeira exposição individual em 1965, no Salão Nobre da Prefeitura. Ao longo da carreira, promoveu 18 mostras individuais e participou de cerca de 30 exposições coletivas e salões no Brasil e no exterior.
Religiosidade e raízes sertanejas
A produção de Carlo Barbosa foi marcada pela espiritualidade, pela fé popular e pelas referências culturais do sertão. Anjos, Cristos, personagens da Paixão, romarias, festas dedicadas a Senhora Santana e cenas do cotidiano feirense aparecem com frequência em pinturas, desenhos e trabalhos em nanquim. Mesmo depois da transferência para o Rio de Janeiro, o artista conservou nas obras uma ligação profunda com Feira de Santana e com o imaginário religioso nordestino.
Carlo Barbosa expôs em cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Florianópolis e Londrina, além de participar de mostras no Japão e na Espanha. Recebeu prêmios de aquisição no 1º Salão da Ferrovia e no 2º Salão de Artes Visuais da Casa da Bahia, em 1977, e novamente no Salão da Ferrovia, em 1979.
Em 1984, participou, em Madri, de exposição comemorativa dos 500 anos do descobrimento da América, na qual recebeu o Prêmio Cristóbal Colón de Pintura. A visitação à mostra no Cuca ocorrerá de segunda a sexta-feira e, no Museu Regional de Arte, também aos sábados, das 9h às 12h e das 14h às 17h.
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Feira Hoje, 14/07/26




