Mundo 15 de junho de 2026

Reino Unido anuncia proibição de redes sociais para menores de 16 anos

Medida apresentada pelo primeiro-ministro Keir Starmer deve atingir TikTok, YouTube, Instagram, Facebook, Snapchat e X a partir de março de 2027

O Reino Unido pretende proibir menores de 16 anos de usar redes sociais como TikTok, YouTube, Instagram, Facebook, Snapchat e X a partir de março de 2027. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (15) por Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, como parte de um pacote de proteção à infância no ambiente digital. Segundo o governo, aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Signal, não devem ser atingidos pela proibição.

Reino Unido anuncia proibição de redes sociais para menores de 16 anos Medida apresentada pelo primeiro-ministro Keir Starmer deve atingir TikTok, YouTube, Instagram, Facebook, Snapchat e X a partir de março de 2027No pronunciamento, Starmer defendeu que a restrição é necessária para proteger crianças e adolescentes de riscos associados ao uso precoce e intenso das plataformas digitais. Entre as preocupações citadas no debate estão exposição a conteúdos nocivos, contatos com desconhecidos, desafios perigosos, pressão social, dependência de telas, cyberbullying e impactos na saúde mental. Para o governo britânico, a segurança das crianças deve prevalecer sobre o acesso irrestrito às redes.

A proposta coloca o Reino Unido entre os países que adotam uma postura mais dura diante das grandes plataformas de tecnologia. A Austrália já havia aprovado uma proibição semelhante para menores de 16 anos, mas a experiência mostrou um dos maiores desafios desse tipo de regra, pois, adolescentes têm conseguido burlar sistemas de verificação de idade. Por isso, além da decisão política, o governo britânico terá de enfrentar a discussão técnica sobre fiscalização, privacidade e responsabilidade das empresas.

Conforme reportagem da BBC, a medida divide opiniões. Pais que perderam filhos em situações relacionadas a riscos online apoiam a decisão e afirmam que ela pode dar mais segurança às famílias. Por outro lado, críticos dizem que a proibição pode empurrar adolescentes para ambientes digitais menos regulados e defendem que as plataformas sejam obrigadas a se tornar mais seguras.

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15/06/26

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