Literatura e Cultura 1 de junho de 2026

Taurino Araújo destaca a polipoética na obra de Vladimir Queiroz

Ensaio analisa seis poemas do ocupante da Cadeira 38 da Academia Feirense de Letras e propõe nova categoria crítica para compreender sua produção literária

Taurino Araújo

Taurino Araújo

O jurista, poeta e crítico literário Taurino Araújo publicou o ensaio ‘A Polipoética de Vladimir Queiroz: Seis Poemas Imprescindíveis’, no qual apresenta uma leitura aprofundada da obra do escritor feirense Vladimir Queiroz. No estudo, o autor propõe o conceito de polipoética para interpretar uma produção literária marcada pela convergência de múltiplas tradições culturais, simbólicas, sonoras e espirituais.

Vladimir Queiroz, ocupante da Cadeira 38 da Academia Feirense de Letras, cujo patrono é Ernesto Simões Filho, tem a trajetória analisada a partir de seis poemas considerados centrais em sua obra. Segundo Taurino Araújo, a poesia do autor transforma o sertão em um espaço de encontro entre diferentes matrizes culturais, dialogando com referências indígenas, afro-brasileiras, orientais, clássicas e populares.

Uma poética da convergência

Vladimir Queiroz

No ensaio, Taurino sustenta que a força da poesia de Vladimir Queiroz está na capacidade de reunir elementos diversos sem eliminar suas singularidades. Para o crítico, a polipoética não se resume à mistura de temas ou referências, mas constitui uma forma de organização estética em que múltiplos sistemas simbólicos coexistem e interagem de maneira dinâmica.

Ao examinar poemas como ‘Covoá’, ‘Lótus’, ‘Faúlhas’, ‘Hakuna Matata’, ‘Porto’ e ‘Trajeto’, o autor identifica temas recorrentes como memória, travessia, ancestralidade, resistência, musicalidade e reinvenção. A análise destaca ainda a presença de estruturas rituais, imagens de transformação e diálogos permanentes entre o local e o universal.

Para Taurino Araújo, a obra de Vladimir Queiroz ocupa posição singular na poesia brasileira contemporânea por articular sertão e mundo, tradição e invenção, experiência regional e imaginário universal. O ensaio conclui que a polipoética representa uma das contribuições mais originais para a compreensão da produção do poeta feirense e abre novas possibilidades de leitura para obras marcadas pela convergência de diferentes universos culturais.

Acesse:

A Polipoética de Vladimir Queiroz

Fonte: Academia Feirense de Letras 

01/06/26

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